O  complexo artístico e cultural do Museu de Arte Moderna (MAM), no Solar do Unhão, está de cara nova. A reforma dos prédios, inaugurados originalmente no século XVII, incluiu  nove espaços, desde as salas que abrigam exposições e apresentações musicais, como a Capela e o Salão Principal, até o CineMam, o café, e toda a estrutura administrativa. No total, foram investidos R$ 15 milhões na reforma, que durou  seis anos.  

Para João Carlos Oliveira, diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Cultural da Bahia (Ipac), órgão ligado à Secult  e responsável pela manutenção do MAM, a reinauguração coloca Salvador com um lugar próprio para receber a cultura mundial. 

“O MAM é esse lugar. Foi uma obra trabalhosa porque estamos falando de uma estrutura que foi construída há muito tempo, tombado como patrimônio cultural brasileiro desde 1943 e instalado como museu desde a década de 60. Mas precisávamos atualizar esse equipamento para o século XXI, então temos que entender que é uma obra de restauro, mas que entrega um museu próprio a atualidade”, afirmou João.

A Capela foi um dos espaços restaurados na obra (Foto: Arisson Marinho/CORREIO)

  Sobre as comemorações dos 60 anos do MAM, a diretora artística Tereza Lino  já planeja projetos do exterior para o museu no ano que vem, e acredita que é um trabalho de continuidade: “Temos diversas exposições marcadas até abril de 2020, com artistas de fora do país, além de eventos como saraus, a própria programação do cinema e shows acústicos que dialoguem com a proposta de exposição do museu”, afirmou. 

Esse ano o espaço recebeu exposições de artistas brasileiros com reputação internacional, como Adriana Varejão e, atualmente, com a mostra Imaginária, do artista plástico, fotógrafo e pintor Vik Muniz.

Nova sala do CineMAM tem espaço para 104 lugares (Foto: Arisson Marinho/CORREIO)

 Além dos espaços destinados à exibição das peças e shows, o projeto de restauração  pensa na conexão que o complexo pode ter com o cenário cultural e turístico de Salvador. O ministro interino do Turismo, Daniel Nepumoceno, destacou que o  investimento de verba para esses espaços culturais busca locais com um reconhecimento nacional, para  “aumentar as rotas  e potencializar aqueles espaços”.

Salão com a escada de Lina Bobardi passou pela obra também (Foto: Arisson Marinho/CORREIO)

A segunda etapa de obras , prevista para o ano que vem, pretende transformar o terreno do museu em um local de transição de turistas e moradores com a Baía de Todos os Santos. O espaço situado aos fundos, onde funcionava o píer e o restaurante, sofrerá mudanças para viabilizar a recepção dos visitantes, tornando um museu de chegada e saída da cidade.

*com orientação da editora Ana Cristina Pereira

Fonte: Correio