Há batidas na porta e, do outro lado, está um motociclista para recolher doações feitas em nome de Dom Jaime Spengler, arcebispo metropolitano de Porto Alegre. Ou, o telefone toca e, quem fala, parece ser Dom Leomar Brustolin, bispo auxiliar.

No entanto, nenhum dos dois casos é capitaneado por nenhum dos religiosos, são apenas criminosos que pedem doações a seus alvos em nome da Arquidiocese da cidade gaúcha. A primeira denúncia foi feita há cerca de duas semanas e a congregação religiosa soube, ao todo, da existência de dez casos, sendo que dois dos principais alvos da ação dos golpistas são colégios e até mesmo paróquias. Em quatro das denúncias feitas à instituição, as vítimas chegaram a efetuar as doações, depositando para os criminosos valores entre R$ 1.000 e R$ 5.000.  

A arquidiocese, ciente dos crimes cometidos, está orientando os fiéis a sempre consultar a Cúria Metropolitana em caso de dúvida quanto ligações ou visitas de supostos religiosos. “Os criminosos fazem a abordagem pessoalmente e por meio de ligações telefônicas. Reiteramos que a Arquidiocese e seus representantes não realizam este tipo de solicitação”, informa a instituição em nota encaminhada à reportagem. 

Procurada, a assessoria da Polícia Civil de Porto Alegre informou, por telefone, que ainda não receberam qualquer notícia sobre abertura de inquérito para apurar as denúncias. Na sala de imprensa da Polícia Militar do município, um funcionário comunicou que apenas o Comando de Policiamento da Capital poderia falar se foram registrados ou não boletins de ocorrência. Os telefones disponíveis para o setor não atenderam aos chamados. 

Confira o alerta feito pela Arquidiocese:

Fonte: Agencia Brasil