Avaliado pela primeira vez pelo Ministério da Educação (MEC), o curso de Comunicação Social com habilitação em Produção em Comunicação e Cultura da Universidade Federal da Bahia (Ufba) recebeu nota máxima (cinco) em um instrumento de avaliação de cursos de graduação da pasta.

Mesmo com fundação em 1996 o curso, oferecido pela Faculdade de Comunicação (Facom) da Ufba, não participa do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e, por isso, não era avaliado. O curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, também oferecido na Facom, recebeu nota cinco nas últimas três avaliações do Enade.

“Nós recebemos o resultado da avaliação feita por uma comissão do MEC que esteve aqui na Facom nos dias 5 e 6 de agosto. Obtivemos o resultado da nota, que foi cinco, e agora temos os dois cursos com nota cinco. Essa foi a primeira fez que a habilitação em produção foi avaliada porque não tem enade específico para esse curso”, explicou Suzana Oliveira Barbosa, diretora da Facom. A diretora explicou que informações sobre o curso foram disponibilizadas anteriormente pela faculdade no sistema e-MEC. 

“Nós preenchemos no sistema informações sobre as disciplinas ofertadas, o corpo docente da unidade, infraestrutura, dentre outros aspectos institucionais. Agora em agosto a comissão veio fazer a avaliação pessoalmente a partir das informações que foram inseridas no sistema. Eles também tiveram reuniões com dirigentes da faculdade, da própria Ufba, da comissão de avaliação da Ufba, com docentes e estudantes”, explicou Suzana. Para a diretora, o resultado na avaliação é fruto do trabalho desenvolvido desde o início do curso.

“O curso já era referência no Brasil e a nota da avaliação atesta que, de fato, existe excelência no curso. É um reconhecimento e estímulo para que continuemos firmes em defesa da universidade pública”, disse.

O coordenador do Colegiado de Graduação em Comunicação, Tarcísio Cardoso, destacou que o curso de Produção em Produção em Comunicação e Cultura é utilizado como modelo para outras instituições do país.

“Temos um projeto pedagógico muito atualizado e moderno. Começamos uma atualização do curso em 2017 e terminamos neste ano. Então o curso está muito mais atualizado, com disciplinas atualizadas”, explicou Tarcísio, que destacou que o curso tem preocupações globais nas áreas de ambiente, cultura afro brasileira, dentre outros assuntos.

Fonte: Correio