O laudro preliminar do exame necroscópico do corpo da liderança indígena Emyra Waiãpi descartou lesões traumáticas, conforme divulgou a Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (16).

Apesar das informações iniciais darem conta de invasão de garimpeiros na aldeia Karapijoty e sugerirem possível confronto com os índios, que teria ocasionado a morte da liderança indígena, no último dia 24, o laudo necroscópico não apontou tais circunstâncias.

Segundo o documento, assinado por dois médicos legistas, a estimativa é que a morte ocorreu entre os dias 21 e 23 de julho último, e não encontrou lesões de origem traumática que pudessem ter ocasionado o óbito

O resultado do exame é fundamental à continuidade da investigação, já em andamento, para apurar as circunstâncias da morte ocorrida na aldeia Karapijoty.

Ao realizar o exame interno, o laudo indica que a ferida encontrada na cabeça de Emyra Waiãpi, tratava-se de lesão superficial e que não houve fraturas. Não foram encontradas, ainda, na região do pescoço, lesões traumáticas ou sulcos evidenciáveis de enforcamento.

O exame do tórax do indígena também não evidenciou a existência de lesões penetrantes, desmentindo as primeiras notícias que davam conta de que a liderança teria sido atacada a facadas.

O laudo conclui que o conjunto de sinais apresentados no exame, corroborado com a ausência de outras lesões com potencial de causar a morte, sugere fortemente a ocorrência de afogamento como causa da morte de Emyra Waiãpi.

A PF ainda aguarda o laudo complementar toxicológico, com previsão de ser entregue em 30 dias, que tratará das amostras retiradas dos órgãos internos.

Fonte: Agencia Brasil