A mãe do pastor Anderson Carmo, marido da deputada federal Flordelis (PSD-RJ), disse em depoimento a polícia que o filho era envenenado. Depoimento vem a público no mesmo dia em que a Polícia Civil informou que a participação da parlamentar no crime não foi descartada. Segundo a delegada Bárbara Lomba, a morte foi motivada por razões financeiras e desavenças familiares sobre a gestão do patrimônio. Dois filhos do casal, Flávio dos Santos Rodrigues e Lucas dos Santos de Souza, foram indiciados pelo crime nessa quarta-feira (15). Mas as investigações continuam.

Maria Edna Virgínio Oliveira, de 64 anos, disse que a polícia que o filho estava sendo envenenado durante várias refeições, mas como ele não morreu, a sua morte foi encomendada de outra forma. A sogra de Flordelis argumentou ainda, em depoimento, que Anderson estava sendo roubado e maltratado pela deputada. Apesar disso, não foram apresentadas provas. Maria Edna também revelou que o filho era amante de uma das filhas biológicas da deputada, a qual tinha um relacionamento desde os 14 anos de idade.

“O crime foi cometido em ambiente familiar, há outros envolvidos (além de Flávio e Lucas) e uma motivação final”, a delegada na manhã desta quinta-feira, 15, na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo. “O contexto todo da família está sendo investigado. A deputada faz parte da família”, disse a delegada.

A primeira fase do inquérito foi encerrada nesta quarta, com o indiciamento de Flávio e Lucas. Os dois confessaram a participação no assassinato. A delegada explicou que o indiciamento foi baseado em uma arma encontrada no quarto de Flávio – que a perícia comprovou ter sido usada por ele no crime. No caso de Lucas, além da confissão, outros depoimentos indicaram sua participação na compra da arma, que custou entre R$ 8 mil e R$ 9 mil.

Os dois foram transferidos na manhã desta quinta da carceragem da delegacia para a unidade de triagem da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado, em Benfica. De lá, eles seguirão para a unidade prisional designada pelo órgão.

“Após o indiciamento dos dois, iniciamos uma segunda fase das investigações. Nela, todo o contexto familiar será investigado”, disse a delegada. “A polícia tem indicações da participação de outras pessoas, por isso a investigação continua. Até agora tudo indica que o crime não foi cometido por vontades próprias das pessoas, mas que houve uma organização final para o cometimento do crime”.

 

*Com Estadão Conteúdo

Fonte: Agencia Brasil