A ideia é que os restos de alimentos e outros resíduos orgânicos sejam transformados, em processo que dura segundos, em gás natural e adubo. A transformação, realizada quase ‘automaticamente’, é feita por meio de um biodigestor – que, na manhã deste domingo (18), foi instalado na sede da ONG Parque Social, no Parque da cidade, em Salvador.

A implementação do equipamento é parte das ações do Parque que, em parceria com o Instituto Camargo Corrêa (ICC), por meio do Dia do Bem-Fazer, buscam iniciativas de sustentabilidade e inovação em situações diversas – incluindo as mais simples -, como o descarte do que viraria sacos de lixo.

 Ao CORREIO, o gestor de Sustentabilidade do ICC, Reginaldo Cléber Esteve, explicou que o biodigestor, feito em material plástico, além de processador, tem a missão de devolver, em troca dos resíduos, o gás que será utilizado na cozinha da instituição – que atende a cerca de 300 jovens, só de aprendizes, em pelo menos dez projetos.

“A nossa intenção é melhorar as condições de infraestrutura e melhoria na vida das pessoas do entorno das regiões em que atuamos. O Parque Social é um parceiro desde 2014, e que se encaixa com a nossa proposta de inovação, tema desse ano do Bem-Fazer”, disse o representante da construtora, responsável pelas obras do BRT.

Cléber também comentou que o aparelho, orçado em cerca de R$ 5 mil, traz, além de economia financeira, o benefício ambiental – o que ele destacou como ponto principal da instalação. “Nós já fazemos a utilização dele, inclusive, em alguns de nossos postos de trabalho. O procedimento é muito simples e a manutenção pode ser feita pelos próprios funcionários do Parque, que recebem capacitação”.

ONG também ganhou reforma de sala onde jovens receberão atendimentos pscicológicos (Foto: Tailane Muniz/CORREIO)

O Bem-Fazer
Essa é a décima edição do Dia do Bem-Fazer, que une atividades concentradas na área de educação ambiental, sustentabilidade, inovação e, por meio disso, a transformação social. O objetivo central, conforme representantes, é estimular e apoiar os profissionais do grupo na realização de ações voluntárias em prol das comunidades onde atuam, além de promover e divulgar a cultura do voluntariado.

De acordo com a presidente de honra do Parque Social, Rosário Magalhães, é uma honra para a instituição ser parceira mais uma vez dessa iniciativa tão louvável da Camargo Corrêa. 

“A iniciativa a cada ano vem se renovando e mudando a forma de empreender ações voluntárias, deixando um legado importante de transformação social nas comunidades em que atuam. Nós do Parque Social ficamos muito feliz em participar”, destaca Rosário.

Além da implementação do biodigestor, oficinas de reciclagem e doação de mudas, além de bate-papo sobre sustentabilidade, e visita ao Centro Municipal de Inovação Colabore, primeiro coworking (espaço de compartilhamento de ideias) público da cidade. A intenção é que, de lá, saiam projetos inovadores e de impacto social.

Diretora-geral do Parque Social, Sandra Paranhos comemorou os frutos do Dia do Bem e comentou de que maneira a ONG – e os jovens acolhidos – são beneficiados. Para ela, os projetos da ONG têm ‘dão certo’ porque partem do princípio de conciliar a teoria com a prática, além do acompanhamento das atividades por profissionais.

Aparelho é feito de material plástico, além de processador (Foto: Tailane Muniz/CORREIO)

“A instalação do aparelho tem um significado muito importante, porque aí não tratamos os cuidados com o meio ambiente só a título de palestras e aulas. Vai funcionar como um bom projeto para o despertar do interesse dos nossos jovens”, comenta, ao citar que o local agora dispõe de duas salas para atendimentos psicológicos, financiadas com recursos da Camargo Corrêa.

Voluntário do ICC há um ano, o contador Valmar Santanna, 33, disse que as experiências de “transformação da sociedade” o estimula cada vez mais a seguir parceiro das ações voluntárias da empresa em que trabalha. 

“Já participava de outros atos e desde que passei a participar dessa ação, vivi experiências fantásticas”, comemora, ao reforçar o mesmo que Sandra Paranhos: “A importância de despertar, nos jovens, o interesse pela sustentabilidade e, consequentemente, cuidados com a natureza”.

Fonte: Correio