A jovem de 19 anos que teve o couro cabeludo e parte do rosto arrancados em um acidente de kart em Recife foi transferida neste domingo (12) para um hospital em Ribeirão Preto, em São Paulo. Débora Stefanny Dantas de Oliveira estava no Hospital da Restauração (HR) desde o dia do acidente e agora seguiu para um hospital especializado

Assim que chegar, Débora deve ir ao centro cirúrgico para passar por uma avaliação ainda neste domingo. O namorado de Débora, Eduardo Tumajan, postou no Instagram que estava embarcando para São Paulo em um avião particular. A paciente não precisou viajar na UTI porque está consciente, informou a Secretaria de Saúde.

“Débora está muito feliz. Se Deus quiser, ela vai conseguir retomar a vida dela. Ela está bem, está sendo acompanhada pelos médicos. Já, já, estamos em São Paulo para começar todo o tratamento que ela precisa”, afirma Tumajan na postagem. 

Débora estava andando de kart com o namorado em uma pista localizada no estacionamento do Walmart, em Boa Viagem, quando o cabelo soltou da touca e ficou preso no motor, no domingo (11). A pele foi arrancada desde a altura dos olhos até a nuca da jovem. 

Eduardo, que estava em outro carro de kart, socorreu a namorada. Ela passou por uma cirurgia para reimplante e depois outra cirurgia para retirada de trombos. Em um primeiro momento, 80% da área atingida foi recuperada.

Na quinta, os médicos sinalizaram que o procedimento inicial poderia não funcionar justamente por conta do surgimento de microtrombos, obstruções nas veias e artérias da área operada. O quadro dela é considerado estável, de acordo com o último boletim.

Em nota, o Walmart informou que a equipe médica e a família de Débora definiram o local de transferência e que “dará toda assistência necessária”.

Trombose
Quando a pessoa passa por um trauma, o corpo pode ficar propício para o surgimento de trombos, quando se formam coágulos que obstruem os vasos sanguíneos e impedem a nutrição dos tecidos. 

A equipe agora vai procurar tecidos de outras áreas do corpo para tentar reconstruir o couro cabeludo, um procedimento que usa técnicas microcirúrgicas vasculares. Depois da primeira cirurgia com essa restauração será possível avaliar se o cabelo vai voltar a crescer de maneira natural.

Caso tenha sobrado um pedaço de couro cabeludo ainda com folículos, a jovem precisará de outras cirurgias para expandir o tecido cobrindo totalmente o crânio, explicou ao G1 o médico Marco Maricevich, que acompanha dos EUA o tratamento de Débora.

Fonte: Correio