Dezenove casas foram evacuadas pela Defesa Civil na Fazenda Grande do Retiro devido a rachaduras nas paredes e nos pisos. As famílias deixaram as suas residências, na 1ª Avenida Candinho Fernandes, após terem sido notificadas do risco.

Em nota, o órgão informou que as rachaduras foram causadas pelo recalque diferencial na encosta – quando ocorre o afundamento de uma parte de uma construção pelo espessamento do solo em que foi construído.

De acordo com uma das moradoras do local, Cristiane Leite, 39 anos, as fissuras começaram a aparecer há cerca de três meses, mas foram ficando cada vez maiores na última semana. De acordo com ela, a Defesa Civil esteve no local na segunda-feira (12) da semana passada para avaliar o risco e retornou nessa segunda (19) para notificar os moradores.

Na casa de Cristiane, parte dos tijolos já está à mostra devido às rachaduras. A moradora conta que não sabe quando vai poder voltar para a casa onde mora com o marido e o filho de seis anos. “Eu saí de casa ontem, não dormi aqui. Hoje, eu vou dormir na casa da minha vizinha. Vou ter que ou alugar uma casa ou ir para a casa da minha mãe”, disse. “Me informaram que era provisório. A rachadura está muito séria e está cedendo, por isso, tem muito risco”, completou.

Parede externa da casa de Cristiane Leite (Reprodução/Arquivo pessoal)

Em nota, a Defesa Civil afirmou que as famílias evacuadas vão receber auxílio social até que sejam identificadas as prováveis causas do recalque e a recuperação dos imóveis. A Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (Sempre) informou já ter recebido a solicitação do pagamento do benefício no valor de R$ 300 para 12 famílias. A assistência deve estar disponível para o saque até a próxima segunda (26).

Cristiane é uma das moradoras que já tiveram o pedido do benefício encaminhado. Na tarde desta terça (20), ela foi à Defesa Civil e recebeu o requerimento do auxílio. De acordo com a secretaria, o período de pagamento do apoio mensal vai ser determinado após a avaliação da necessidade de evacuação dos imóveis em situação de risco pela equipe técnica da Defesa Civil.

Após o período determinado pelo órgão, a Sempre informou que os residentes que não puderem retornar ao imóvel com segurança devem solicitar outra vistoria da Defesa Civil, por meio do número 199. Na nota, a Secretaria ainda ressaltou que avalia as condições socioeconômicas das famílias para realizar os encaminhamentos socioassistenciais necessários.

*Com orientação da editora Mariana Rios

Fonte: Correio