O engajamento das indústrias nas estratégias para mitigar impactos do aquecimento global foi defendido pelo diretor de desenvolvimento sustentável da Braskem, Jorge Soto, que participou nesta quarta-feira (21) da Semana do Clima da América Latina e Caribe, em Salvador, no painel “Construindo a Resiliência climática da indústria – navegando pelos riscos e oportunidades da transição”. Para Soto, as empresas precisam entender esse momento de adaptação como oportuno e manter em vista os pontos positivos do desenvolvimento sustentável. Também participaram do painel representante do Ministério do Meio Ambiente do Chile Johana Arriagada Diaz ea diretora executiva do México e da América Central do Norte da The Nature Conservancy Isabel Studer

“Ao adaptar os processos com foco na sustentabilidade, as empresas podem desenvolver produtos renováveis que ajudem a sociedade a alcançar as metas de redução de emissão de gases de efeito estufa, mas que também representem uma perspectiva de negócio”, afirmou Soto, citando o exemplo da Braskem, que intensificou o desenvolvimento de produtos que reduzam ou sequestram as emissões de gás carbônico. Um exemplo citado é o plástico verde, produzido a partir de uma matéria-prima renovável, a cana-de-açúcar.

Para Soto, é importante que a redução de emissão do GEE aconteça em parceria entre os setores das iniciativas públicas e privadas. Isabel Studer também defendeu o envolvimento de todos. “Os demais setores também precisam agir proativamente para achar soluções para evitar os impactos ambientais”, afirmou. 

O painel também debateu os impactos financeiros da adaptação dos processos que buscam a sustentabilidade. Soto afirmou que é preciso valorar os riscos de não ter uma estratégia climática eficiente, pois a escassez de energia e água teria impacto direto na produção.

Com isso em vista, a Braskem realizou um estudo que identifica os riscos e oportunidades decorrentes das mudanças do clima em 100% de suas operações. A partir do levantamento, foi criado um plano de adaptação que já implantou 76% das ações sugeridas. Desde então, houve redução de mais de 20% na intensidade de emissão de gases de efeito estufa. A meta da companhia é ser a empresa mais eficiente do setor nesse ponto até 2030.

Fonte: Correio