Polo 4.0
A Birla Carbon está investindo R$ 23 milhões na unidade da empresa em Camaçari, que será equipada com a tecnologia de produção 4.0. Com o investimento, a empresa petroquímica acredita que a planta industrial será a mais moderna do grupo no mundo. Parte do investimento será destinado também a uma nova linha de produtos da matéria-prima negro de fumo, que antes só era produzida na planta de Cubatão, em São Paulo. O produto é utilizado pela indústria da borracha. A perspectiva é que a ampliação esteja em pleno funcionamento até o final do ano e sejam produzidas 2 mil toneladas por ano da nova linha, que será destinada ao setor de plástico em geral, artefatos de borrachas e pneus. “Camaçari foi escolhida como planta piloto. Um dos projetos de digitalização feito aqui por nossa mão de obra local será aplicado em todas as nossas plantas no mundo. Mais de 90% de nossas vendas são feitas para clientes localizados na Bahia e a modernização aumentará nosso volume de vendas dentro do próprio estado”, explica Ronaldo Duarte, presidente da Birla Carbon na América do Sul.

Plásticos
Outra empresa que anunciou investimentos recentemente foi a THD Indústria e Comércio de Materiais Plásticos, que tem 15 anos de mercado e vai investir R$ 7 milhões na ampliação de sua unidade industrial. “Graças ao apoio de uma grande empresa, vamos trabalhar recuperando a matéria-prima de grandes indústrias, fabricando big bags de ráfia, que voltarão para as próprias fábricas, ao invés de virar lixo e poluir o meio ambiente”, afirma o sócio do grupo, Eron Evangelista. A fábrica terá capacidade para produzir 1,2 mil unidades por ano.

Potência metálica
O diretor-geral da Agência Nacional de Mineração (ANM), Victor Bicca, projeta um cenário bastante promissor para a Bahia na mineração brasileira nos próximos anos. Além de dois grandes projetos para a produção de minério de ferro, Bicca põe na conta uma reserva de bauxita, em Jaguaquara.  O mineral é usado para produzir alumínio. “São milhões de toneladas do minério de alumínio. Nós tiramos esse material hoje lá do interior da Amazônia e temos esse potencial a poucos quilômetros do porto aqui na Bahia”, destacou, durante sua participação no I Fórum Internacional de Inovação e Sustentabilidade na Mineração da Bahia. Bicca calcula que a conclusão das obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e do Porto Sul vai deixar a Bahia muito próxima de se tornar o segundo estado em importância para a mineração. Hoje o estado é o quarto. Na final de espera pelas obras de infraestrutura estão projetos da Bamin, pronto para operar, e o da Companhia Vale do Paramirim, do geólogo João Cavalcanti. 

Florestas plantadas
Na semana em que o mundo se reúne em Salvador para discutir as mudanças climáticas, o setor florestal destaca sua contribuição: a Bahia possui 660 mil hectares de plantações florestais e 440 mil hectares de florestas destinadas à preservação. A média é de 0,7 hectare preservado para cada 1 de floresta plantada. 

Fonte: Correio