Para muitos torcedores o gol marcado por Arthur Caíke, em cobrança de falta, aos 40 minutos do segundo tempo e que garantiu o triunfo do Bahia sobre o CSA, por 1×0, pode ter sido um daqueles golpes de sorte do futebol. Mas o técnico Roger Machado pensa bem diferente disso. Para o treinador, o elenco tricolor atingiu a maturidade necessária para saber sofrer e construir o resultado na Fonte Nova. 

“Eu não gosto muito de falar em sorte. A minha ideia de colocar Arthur Caíke teve lógica, um jogador que tem entrado bem. Uma jogada como foi… A gente já sabia que Arthur Caíke tem uma boa batida de falta”, disse o treinador, antes de continuar o raciocínio: 

“Em nenhum momento a gente disse ou trabalhou facilidade contra o CSA. A gente sabia que seria um jogo duro, em alguns momentos o ambiente externo tenta nos induzir a uma facilidade por o CSA estar na parte de baixo da tabela. Eu preciso salientar a maturidade do meu time, que em momento algum se precipitou diante de uma equipe que Argel arrumou bem. A gente sabia que, se a gente não tomasse cuidado, ia tomar o contra-ataque. Foi o triunfo do trabalho, de saber a necessidade de pontuar”, analisou Roger.

O treinador explicou ainda que o pênalti perdido por Artur, no primeiro tempo, mexeu com o emocional dos atletas, mas afirmou que os jogadores souberam se recuperar bem durante a partida. 

“A perda de uma penalidade mexe emocionalmente. Mexe negativamente ao nosso favor, e positivamente para o adversário. Eu costumo dizer que existe uma parte do jogo que é emocional e troca de lado durante a partida. O intervalo foi de orientação tática, falando da dificuldade do jogo. Falei com os atletas que nenhum de nós imaginou que iríamos terminar o primeiro tempo com 3×0. O que a gente não poderia era entrar na ansiedade do ambiente, atacar de qualquer forma. Tínhamos que fazer o que estávamos fazendo e nos próximos 15, 20 minutos a gente poderia se expor um pouco mais, em um ambiente controlado, para tentar a vitória. Naturalmente o gol ia sair”, disse Roger Machado.

Mais ofensivo
Contra o CSA, Roger mudou o esquema do Bahia e entrou em campo com Guerra como meia de ligação. Foi a primeira vez que o venezuelano atuou como titular da equipe. Na visão do treinador, o jogador conseguiu se sair bem, mas ainda será preciso fazer ajustes de posicionamento. 

“A entrada do Guerra era para ter mais controle do meio com técnica, com jogadores mais fortes para marcar. Um jogador que acomoda a bola, chega na área. Precisamos ajustar um pouco o posicionamento, no primeiro tempo ele já estava com 7 km.  Que essa quilometragem possa ser redistribuída no campo. Ele foi muito bem, deu um passe para o Gilberto, outro lance que tentou por cima e o goleiro não caiu. Mas foi muito bem”, elogiou, citando a distância percorrida pelo atleta.

O próximo compromisso do Bahia será no sábado (7), quando visitará o Vasco, às 11h, no estádio de São Januário, no Rio de Janeiro. Depois disso, o tricolor receberá o Fortaleza, no dia 15, às 16h, na Fonte Nova, no encerramento do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. 

Fonte: Correio