“Uma moedinha do Mario [refererindo-se ao jogo de video game] no meio da liberdade”, é assim que Ian Santana, 22, descreve o NEOJIBA.

Ian faz parte do Coro Juvenil do NEOJIBA que reapresentou o concerto, Se Negro Sou, nesse domingo (1), na sede do projeto, que fica localizado no Parque do Queimado, na Liberdade.

Se Negro Sou é uma cantata contrafacta sobre as Canções sem Palavras de Felix Mendelssohn (1809-1847), compositor, pianista e maestro alemão do período romântico. O espetáculo foi idealizado pelo mastro brasileiro, Luiz Alves, que adaptou poemas de renomados autores negros brasileiros, africanos e portugueses, do século XIX, como Machado de Assis, às melodias de Félix. A regência foi do maestro Eduardo Torres e contou com as participações da pianista italiana Arianna de Stefani e do também pianista Bruno Leão.

Ian Santana trabalha com música desde os 14 anos

(Foto: Karol Azevedo)

O jovem de 22 anos, trabalha com música desde os 14, mas só há um ano e meio, quando entrou no NEOJIBA, começou a ter contato com a música erudita. “Eu encontrei o NEOJIBA em um momento de dificuldade financeira pessoal e que além de me ajudar com isso, tem todo o contato e interação. O coro Juvenil é um grupo muito misto de uma gama social muito grande, então é para além da música”, explica.

Felipe Reis está no NEOJIBA há 4 anos

(Foto: Karol Azevedo)

Filipe Reis, 21, conheceu o NEOJIBA em 2015 através de uma vizinha que ouviu ele cantar e falou sobre o projeto. O jovem cantor nunca pensou em estudar música clássica, mas foi uma porta que se abriu e transformou a vida dele. “O NEOJIBA desde 2015 tem me transformado não só em um músico, mas também como um ser humano. É uma ajuda não só de estudos, mas para mim é como uma terapia que tem me salvado de muitas coisas,” conta.

O Coro Juvenil do NEOJIBA é um dos vários núcleos que compõem o projeto e engloba jovens entre 15 e 27 anos de várias partes da cidade. O Coro foi premiado no Festival Internacional de Coros em 2018.

*Com edição do editor Roberto Midlej

Fonte: Correio