Foi apresentada ontem no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM) a coleção Ildásio Tavares, que leva o nome do dramaturgo e poeta baiano morto em 2010 aos 70 anos de idade. A festa teve a presença de artistas, amigos, familiares e admiradores dos poemas, ensaios e livros de Ildásio.

O evento foi comandado por Ildázio Júnior e Gil Vicente Tavares, filhos do homenageado, e é encarado como um pontapé inicial para o projeto: “Ele era um cara de vanguarda, com uma consciência social muito grande, à frente do tempo dele. A gente vê uma contribuição dele que, há 25 ou 30 anos, ele já estava produzindo e mostrando a necessidade de se olhar para questões como o racismo e a cultura afrodescendente”, explicou Ildázio, que está na coordenação geral da coleção.

Ildázio e Gil exibiram um mini documentário com a história da ópera e da carreira do pai (Foto: Arisson Marinho/CORREIO)

O produto inicial da Coleção Ildásio Tavares é o lançamento da ópera Lidia de Oxum. O espetáculo, que é uma parceria entre Ildásio e o maestro e compositor Lindembergue Cardoso (1939 – 1989), já foi montado em 1994 no Teatro Castro Alves e, entre os dias 21 e 23 de novembro, estará de volta ao mesmo palco. Além da montagem, o projeto prevê, até 2021, a realização de outras peças escritas por Ildásio e a reedição de quatro livros do autor, como Xangô e Candomblés da Bahia.

Entre os nomes confirmados nas funções técnicas, estão Marcio Medina, na cenografia; Jorge Silva, na coreografia; Maestro Angelo Rafael, como preparador vocal e regente do coro e Maestro Carlos Prazeres.

Pelo palco, passam oito solistas, além de 60 coralistas, orquestra sinfônica, corpo de balé com 20 integrantes e dez percussionistas para dar vida ao enredo, numa montagem que se aproxima de duas horas de duração.

*com orientação do editor Roberto Midlej

Fonte: Correio