Um projeto de lei que torna a língua iorubá patrimônio imaterial de Salvador foi aprovado no plenário da Câmara Municipal nesta quarta-feira (11), após um acordo entre o Legislativo e o Executivo.

O projeto é do vereador Edvaldo Brito (PSD), que apresentou um substitutivo ao texto anterior, o qual acabou sendo votado em regime de urgência-urgentíssima. O novo texto trouxe apenas uma pequena alteração, com menção a uma lei municipal, e acabou aprovado por unanimidade pelos vereadores. 

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Ex-prefeito de Salvador, Brito é adepto do candomblé, e comemorou a aprovação da lei que torna a língua de origem afro patrimônio da cidade mais negra fora da África.

Festa à vista
Ele afirmou que após a promulgação da lei, que seguirá para sanção do prefeito ACM Neto, promoverá uma grande festa.

“Vamos convidar todos os segmentos envolvidos com a língua iorubá, que são o povo de religião de matriz africana, os compositores musicais, as cozinheiras, enfim, todos que diariamente utilizam termos como Ogum, Oxum, caruru, vatapá, axé, entre infinitos outros, que fazem desta terra um lugar único, de uma riqueza cultural maravilhosa nesse nosso grande e plural Brasil”, comemorou Brito.

Fonte: Correio