Clarice Falcão lançou seu primeiro álbum, Monomania, em 2013, quando tinha 24 anos. A estreia como cantora profissional era marcada por uma sonoridade pop, alegre e até engraçada. Em seguida, veio Problema Meu, três anos depois. Neste ano, saiu o terceiro álbum, Tem Conserto, que vai por um caminho completamente diferente: além de melancólico e até deprê em alguns momentos, é um mergulho na música eletrônica. E é esse terceiro álbum que será base da apresentação da cantora nesta sexta (13), no TCA.

“Mudei muito desde Monomania. Estou com quase 30 anos [completa a idade em outubro] e neste espaço há muitas mudanças. Além disso, meus trabalhos devem corresponder àquilo que estou ouvindo e com o que quero realmente falar. Não quero mimetizar algo”, afirma a cantora que ganhou projeção nacional por sua atuação em esquetes do canal Porta dos Fundos, no YouTube.

Na apresentação em Salvador, Clarice estará no palco apenas com Lucas de Paiva, que assina a produção do disco. Normalmente, ela canta acompanhada de quatro músicos, mas tem experimentado esse outro formato em dupla. “A gente tem experimentado esse formato mais ‘intimista’, em que Lucas solta as programações [eletrônicas] e toca teclado ao vivo”.

Mesmo recorrendo a muito material gravado, Clarice acredita que a apresentação mantém um certo “calor”: “Quando é um instrumento acústico gravado, me incomoda. Mas, como é um som eletrônico, funciona bem ao vivo”.

Depressão e ansiedade são temas recorrentes nas novas canções, que acentuam o som melancólico que o público ouvirá hoje na apresentação do TCA.

Local: Teatro Castro Alves (Campo Grande)

Quando: Sexta-feira (13), 21h.

Ingresso: R$ 30 a R$ 80.

Fonte: Correio