Um incêndio de grandes proporções atingiu o hospital Badim, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, e fez pacientes serem retirados às pressas no início da noite desta quinta (12). Até o momento, foram confirmadas 11  mortes. 

Veja os nomes das vítimas:

  • Alayde Henrique Barbieri
  • Ana Almeida do Nascimento, 90 anos;
  • Berta dos Santos, 93 anos
  • Darcy da Rocha Dias, 88 anos
  • Irene Freiras de Brito, 84 anos;
  • José Costa de Andrade
  • Luzia dos Santos Melo, 88 anos;
  • Maria Alice Teixeira da Costa, 76 anos;
  • Marlene Menezes Fraga, 85 anos
  • Virgílio Claudino da Silva, 66 anos.
  • Ivone Cardoso, idade ainda não divulgada

A diretora de perícia do IML, Gabriela Graça, disse que a maioria das vítimas morreu por inalação de fumaça, e algumas em função do desligamento de aparelhos. 

O hospital é privado e faz parte da rede D’Or São Luiz. Havia 103 pacientes e 226 funcionários no local quando o incêndio começou.
O Corpo de Bombeiros foi acionado às 17h50 e enviou no total 12 viaturas e agentes de quatro quartéis ao edifício, que foi tomado por uma fumaça preta e espessa, como mostram imagens gravadas por quem passava pela região.

Pessoas internadas nos centros de terapia intensiva (CTI), muitas delas idosas e em estado grave, foram retiradas ainda nas macas. Com colchões e lençóis, funcionários improvisaram leitos em ruas próximas, que foram bloqueadas.

“Todos os pacientes do CTI 1 já foram retirados e estão recebendo os primeiros atendimentos na rua Arthur Menezes. Nesse momento, os pacientes do CTI 2, que tem 20 leitos, também estão sendo retirados”, afirmou a direção da unidade por volta das 20h nas redes sociais.

Eles estão sendo levados para hospitais públicos e privados da região. “Toda a direção do hospital Badim está empenhada em prestar os devidos socorros necessários aos pacientes, que estão sendo transferidos para o hospital Israelita Albert Sabin e para os hospitais da Rede D’Or, do qual o Badim é associado”, informou a direção.

A Secretaria de Estado de Saúde disse que enviou 15 ambulâncias para auxiliar nessa retirada, dos hospitais Getúlio Vargas, Carlos Chagas, Adão Pereira Nunes e de UPAs – e que disponibilizou leitos em unidades do estado. Antes de ser transferida, parte dos pacientes foi estabilizada no Iaserj (Instituto de Assistência dos Servidores do RJ), que fica a poucos metros.

Segundo a direção do hospital, ao que tudo indica, o incêndio foi provocado por um curto-circuito em um gerador no subsolo do prédio mais antigo do ​Badim, que tem dois edifícios, um inaugurado em 2000 e o outro, em 2018. A fumaça do incêndio subiu para todos os andares. O prédio abriga leitos e um CTI.

O delegado Roberto Ramos, da 18ª DP, afirmou por volta das 9h30 que a Polícia Civil está realizando uma perícia no local para averiguar se o gerador foi mesmo o foco do incêndio, ou se a causa foi outra. Ele disse que a equipe enfrenta dificuldades para adentrar o hospital porque o local ainda está muito quente, com muita fumaça e sem luminosidade.

O complexo tem no total 128 leitos de internação e mais de 60 médicos, mas ainda não se sabe quantas pessoas estavam no local do incêndio. O prédio novo conta ainda com emergência, centro cirúrgico, centro de diagnóstico por imagem e “day clinic” (internação breve).

Do lado de fora do hospital Badim, atingido por um incêndio nesta tarde, o advogado Carlos Oterelo diz que acompanhava a mãe, Berta de Souza, 93, internada para se tratar de uma pneumonia, quando sentiu o cheiro de fumaça.

Com a confirmação do fogo, ele relata que tentou resgatar a mãe com os próprios braços, mas não conseguiu. “A maca é pesada, não tinha mobilidade para fazer isso e não tinha gente, estava sem luz. Então ficou muito difícil. Os bombeiros mandaram as pessoas sem enfermidade saírem. Porque senão o problema seria muito maior”, disse à reportagem do UOL.

“Eu tirei minha mãe do box onde ela estava e, quando chegou na escada cortafogo, tinham muitas pessoas correndo. Funcionários, pacientes que não estavam com dificuldades de se locomover estavam sendo ajudados a descer.”

Agora, ele, assim como outras dezenas de familiares de pacientes que estavam internados, cobra informações sobre o estado de saúde e a localização da mãe. “O Badim disse que iria fazer uma lista para onde os pacientes foram e que iriam colocar na mídia”, afirma.

 

Texto atualizado às 17h

Fonte: Agencia Brasil