A derrota do Vitória para o Guarani, por 1×0, na Arena Fonte Nova, neste sábado (14), não foi decepcionante só para torcedores rubro-negros – os jogadores também saíram frustrados do campo com o resultado negativo. 

“A gente tentou de todas as formas. Teve dias para treinar, trabalhar a metodologia do professor [Carlos Amadeu, o técnico]. Tentou, mas acabou tomando gol”, lamentou o zagueiro Ramon, ao fim da partida.

O jogo marcou o primeiro do Leão como mandante na Fonte Nova pela Série B. E também o fim da invencibilidade do time, que estava há sete rodadas sem perder de ninguém. O Vitória continua com 24 pontos, somente com um de vantagem sobre a zona da degola. Por isso, Ramon afirma: “a gente não pode mais perder ponto”.

Na Fonte Nova, o grupo baiano viu o Guarani jogar melhor e abrir o placar aos 24 minutos do primeiro tempo, com Michel Douglas. Segundo Amadeu, enquanto o Bugre veio acelerado para cima da sua equipe, enquanto o Leão estava lento, passeando.

“Hoje foi um jogo em que a proposta do Guarani foi vir jogar, precisava de pontos. Tivemos espaço, mas o Guarani entrou, no início, a 100, e a gente entrou a 20, 30. No segundo tempo, viemos com outra postura, mesmo sem mudar as peças. O principal fator foi a atitude. Quando tivemos atitude, faltou o gol”.

Durante a semana, após ser anunciado o acordo com a Fonte Nova – onde o Vitória irá mandar jogos até o fim de 2022 -, o treinador mostrou vontade de fazer reconhecimento de campo, o que não aconteceu. Ainda assim, o técnico não culpou a nova casa pelo revés.

“Não cabe à gente estar se queixando de nada. Eu cheguei aqui e não tive tempo nenhum de trabalho, fiz sete jogos, e a gente hora nenhuma se queixou disso. O campo é fato, e fato tem que se adaptar. Cabe à gente se adaptar ao campo”.

No jogo, Felipe Gedoz apareceu mais aberto pelo lado esquerdo. De acordo com o Amadeu, o meia já está acostumado com este posicionamento. 

“É um jogador que fez a formação toda dele no Uruguai jogando pelo lado esquerdo. Ele foi adaptado no Brasil jogando por dentro. Mas ele sempre trabalhou na esquerda. A maioria dos jogos dele comigo foi por esse lado”, afirmou. O atleta, aliás, foi expulso aos 47 minutos do segundo tempo, após acertar a canela de Lenon.

Outra alteração foi a saída de Capa, que ficou no banco de reservas, para a vinda de Chiquinho para a lateral. “A gente tem opções de jogadores e procura lançar mão de todos quando acha necessário. Hoje achei conveniente sair com Chiquinho. Quando cheguei, muitos não queriam o Capa; hoje querem. Sinal de que recuperamos um atleta e a gente pensa o mesmo do Chiquinho”, disse.

“Ele não esteve bem, é natural, faz parte do processo. Ele se doou; Capa teve momentos positivos no clube. A gente tem que lançar mão quando achar conveniente, em função do adversário, da semana que foi feita e do momento”.

O próximo compromisso do Vitória é contra o São Bento, atual último colocado da Série B. O duelo será no Walter Ribeiro, terça-feira (17), às 21h30.

Fonte: Correio