A Justiça acatou a denúncia contra Guilherme Machado da Silva, 19 anos, acusado de agredir o estudante de Direito Cayan Lima Silva Santana, 19, depois de uma festa em Ondina. O crime aconteceu em julho deste ano e, em agosto, o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) denunciou Guilherme por tentativa de homicídio duplamente qualificado – por motivo torpe e impossibilidade de defesa à vítima.

Segundo o MP, Guilherme atingiu com socos e pontapés Cayan na madrugada do dia 3 de julho, logo após o estudante de Direito deixar a Área Verde do Othon, em Ondina, onde foi para assistir ao jogo do Brasil contra a Argentina. A vítima teve traumatismo crânioencefálico e passou dois dias em coma no Hospital do Exército, em Brotas.

Na decisão dessa segunda-feira (16), o juiz Paulo Sérgio Barbosa de Oliveira aceitou a denúncia do MP e disse que o inquérito policial tem elementos informativos suficientes que evidenciam a materialidade e os indícios de autoria. Ele informou que o réu tem dez dias para apresentar resposta à acusação, por escrito, especificar as provas pretendidas e arrolar até oito testemunhas ao processo.

Cayan teve traumatismo cranioencefálico (Foto: Acervo Pessoal)

O MP solicitou o recolhimento do passaporte de Guilherme, alegando que a que por se tratar de pessoa de razoável poder aquisitivo, a medida, por cautela, seria necessária. O juiz negou esse pedido.

“Em relação ao pedido de recolhimento do passaporte, não vislumbro concretamente a existência de elementos que demonstrem a necessidade para a adoção de tal medida. Com efeito, o fundamento de que o acusado possui um poder aquisitivo razoável, por si só, sem nenhum fato concreto que aponte a sua imprescindibilidade para a instrução, não é idônea para o acolhimento do pedido. Sendo assim, indefiro a solicitação de recolhimento do passaporte”, afirmou na decisão.

MP denunciou Guilherme em agosto (Foto: Mauro Akin Nassor/ CORREIO)

Segundo o promotor de Justiça Davi Gallo, responsável pela denúncia, Guilherme espancou Cayan motivado “por vingança”, depois que um amigo próximo se desentendeu com a vítima, dias antes do evento. Por causa da agressão, o estudante de direito passou dois dias em coma, mas se recuperou e teve alta médica cinco dias depois.

Outra agressão
Cayan não foi o único agredido no evento. Ainda dentro das dependências da Área Verde do Othon, o estudante de Arquitetura Gabriel Louzado, 19, desmaiou após ter sido agredido por seis pessoas com socos e pontapés. Ainda com o rosto bastante inchado, ele foi socorrido para o o Hospital Geral do Estado (HGE), recebeu atendimento e foi liberado na manhã seguinte.

Fonte: Correio