A última etapa do  projeto CORREIO e Carlinhos Brown – Um Show de 40 Anos terminou ontem, no Instituto dos Cegos da Bahia. Representantes do jornal foram à sede da instituição, no Barbalho, entregar o cheque com o valor arrecadado na apresentação do artista, no último dia 22, de R$ 34 mil.  O show  marcou uma dupla comemoração: os 40 anos de carreira de  Brown  e do  jornal.

O CORREIO foi onde dei a minha primeira entrevista,  que me colocou pro mundo. Já  o Instituto dos Cegos é projeto do meu coração. Agora foi o momento de devolução, 40 anos depois”, disse  Brown em entrevista ao jornal, no dia da apresentação.

O dinheiro arrecadado vai ajudar na melhoria do local e na criação de novos ambientes para a instituição realizar os 8 mil atendimentos mensais a pessoas cegas ou com baixa visão. Além dos convênios com o SUS e com a secretária de Educação, o ICB é mantido através de doações feitas pela sociedade. 

“Ações como essas do CORREIO 40 anos e Carlinhos Brown são muito importantes porque essa verba será utilizada diretamente na assistência, seja na saúde, na reabilitação ou na educação. Esses gestos de empresas e pessoas físicas são realmente um exemplo a serem seguidos”, afirmou Consuelo Alban, Assessora de Capitação de Recursos e Marketing do ICB. Já Luziano Bastos, Presidente do Conselho Deliberativo do ICB, afirmou que “a parceria abriu as portas para fazermos ações em conjunto e para melhorarmos a parte física do Instituto, para criarmos novos ambientes de trabalho, para oferecermos ao público sempre um melhor resultado”. 

Cauã Sousa faz parte da Oficina de Música do ICB (Foto: Marina Silva/CORREIO)

A diretora do CORREIO, Renata de Magalhães Correia, destacou a importância da iniciativa. “É muito gratificante entender que nesses 40 anos a gente está conseguindo ajudar também uma instituição tão séria, que faz um trabalho tão bonito, então a gente sai daqui com o coração cheio de energia e sabendo que estamos no caminho certo”, afirmou.

O Instituto dos Cegos é uma organização sem fins lucrativos, que nasceu há 88 anos do desejo de amparar deficientes visuais de todas idades. A instituição atende crianças, adultos e idosos. Dentro do instituto funcionam o Centro de Intervenção Precoce (CIP), Centro de Educação Complementar (CEC), Centro de Tecnologia da Informação (CETIN), Centro de Apoio Terapêutico (CAT) e Centro Médico Oftalmológio (CMO) e um Núcleo de Música, em dois prédios interligados.
 

Alana e a filha Jasmine em consulta (Foto: Marina Silva/CORREIO)

Um dos professores do Núcleo de Música, Josué Rodrigues Costa, destacou a troca que estabelece com os alunos no local. “Na verdade, eu estou aprendendo com eles”, disse Josué, que ontem dava aulas de samba reggae a João Aucide, 46, João Carlos, 17 e Cauã Sousa, 15. “Eu aprendi a tocar instrumentos. Antes eu me atrapalhava, mas hoje eu estou menos”, pontuou Cauã.

Alana Santos, 31, mãe de Jasmine dos Santos, 3, paciente do ICB, afirma que o lugar tem grande importância na vida das duas. A menina faz tratamento desde que nasceu e sempre recebeu todo suporte necessário. “Foi onde eu tive o acolhimento e aquela atenção especial”, contou.

Representantes do CORREIO e do ICB reunidos (Foto: Marina Silva/ CORREIO)

*Com orientação da editora Ana Cristina Pereira 

Fonte: Correio