Pela primeira vez na sua história, o Athletico Paranaense conquistou o título da Copa do Brasil. A taça veio após a vitória por 2×1 contra o Internacional, na noite desta quarta-feira (18), no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. No primeiro jogo, o time já havia vencido por 1×0. 

A propostas dos times estava clara desde o apito inicial do árbitro. Com a vantagem construída no primeiro jogo, o Furacão apostava nos contra-ataques, enquanto os donos da casa queriam a posse de bola. 

E assim o duelo se desenhou. Com mais de 70% de posse nos 20 minutos iniciais, o Inter tentava sufocar o rubro-negro paranaense. Os comandados de Tiago Nunes, no entanto, estavam preparados para isso. 

Aos 23 minutos, o golpe certeiro. Rony iniciou a jogada pelo lado esquerdo e tocou para Marco Ruben dentro da área. O camisa 9 tocou para o centro e encontrou Léo Cittadini, que dominou e deu um toquinho para tirar de Marcelo Lomba e abrir o placar. 

Apesar do susto, o colorado não demorou para se recuperar. E um verdadeiro gol de baba fez o Beira-Rio explodir de alegria. Depois do escanteio de Nico López, Guerrero tentou o chute, Lindoso acertou o travessão e a bola sobrou para o próprio Nico, que correu para a área e aproveitou o rebote para empatar o embate aos 30 minutos. 

Com o apoio da torcida nas arquibancadas, o Inter foi pra cima em busca do segundo tento. E quase conseguiu com Patrick, já nos acréscimos do primeiro tempo. Aos 46, ele tentou lançar para área, a bola pegou um efeito, tirou tinta da trave e por pouco não surpreendeu Santos. Ficou por isso mesmo. 

Segundo tempo
Na volta do intervalo, Odair Hellmann optou pela entrada de Rafael Sóbis no lugar de Patrick. Logo com 10 minutos, o volante Nonato entrou na vaga de Bruno. Com isso, Edenílson foi deslocado para a lateral direita. 

No Furacão, o baiano Madson ocupou o lugar de Khellven e Marcelo Cirino apareceu no lugar de  Marco Ruben. A intenção de Tiago Nunes, com isso, era intensificar as jogadas de velocidade. 

Mesmo com as modificações, o duelo caiu de produção, principalmente devido ao pouco poder ofensivo do Internacional. O Athletico, com o regulamento na mão, tentou controlar a partida e cadenciou do jeito que deu. 

Precisando de apenas um gol para levar a disputa para os pênaltis, o Inter se lançou ao ataque de forma desesperada, mas com pouca organização. Wellington Silva deu a vaga a Guilherme Parede. No Furacão, o experiente Lucho González entrou no lugar de Léo Cittadini, um dos melhores em campos do time. 

No finalzinho da partida, já aos 51, Cirino fez uma jogada genial, invadiu a área e tocou no meio para Rony, que empurrou para as redes e confirmou o título merecido do Athletico-PR. 

Fonte: Correio