Atendendo determinação da Justiça, a jornalista Izabella Camargo, 38 anos, foi reintegrada ao quadro de funcionários do Grupo Globo nesta segunda-feira (23). A informação é do jornalista Flávio Ricco, do site Uol.

Diagnosticada com a Síndrome de Burnout, ela foi demitida logo após voltar de uma licença médica em 2015. A partir de agora, ao invés da televisão, apresentação e reportagem nos vários telejornais, ela passará a prestar serviços no portal de notícias do G1 em São Paulo.

Izabella cuidava da previsão do tempo dos jornais Hora 1 e Bom Dia, Brasil e trabalhou de madrugada por seis anos. Diagnosticada com a Síndrome de Burnout, ela tirou uma licença médica em 2015. Ao voltar, foi dispensada.

A recontratação foi determinada pelo juiz José Aguiar Linhares Lima Neto, da 24ª Vara do Trabalho. Em sua decisão, ele afirmou  que a síndrome de Burnout é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como doença relacionada ao trabalho e a demissão deve ser anulada por ter ocorrido no período de estabilidade.

Entenda o caso:

Em 4 de julho de 2019, a Justiça determinou que a TV Globo reintegrasse a jornalista ao seu quadro de funcionários. Um oficial levou a notificação ao prédio da emissora, em São Paulo. A cena chamou a atenção de quem estava por perto e a notícia pegou de surpresa os colegas de emissora.

O Tribunal Regional do Trabalho exigiu a reintegração da jornalista, dispensada após retorno de uma licença médica, para a recuperação da Síndrome de Burnout. A origem da síndrome no ambiente profissional foi reconhecida pela OMS – Organização Mundial da Saúde em maio deste ano.

A jornalista disse estar feliz com a decisão da justiça e “por perceber que as dores invisíveis e doenças ocupacionais estão sendo levadas mais a sério”. Izabella, porém, em julho passado, procurou a emissora para conversar sobre sua situação e foi impedida de entrar.

“Estive lá e ouvi que eles ainda não pensaram sobre o meu caso. Eles me receberam na calçada, a conversa foi feita de pé, na rua. Eu agradeci e segui a vida”, informou.

Fonte: Correio