Megan Rapinoe levou para casa o The Best de melhor jogadora do mundo. Campeã da última Copa do Mundo de Futebol Feminino – torneio em que foi artilheira e considerada a melhor atleta -, a meia americana era a grande favorita para o troféu da Fifa. Ela desbancou na premiação, realizada nesta segunda-feira (23), a compatriota Alex Morgan e a britânica Lucy Bronze.

“Estou sem palavras. Primeiramente, gostaria de agradecer à minha família, minha namorada que não pôde estar aqui, muito obrigada por todo o apoio em todos estes anos. Todos meus treinadores e treinadoras em toda a minha vida. Todas minhas colegas de equipe. Muito obrigada a todas as jogadoras com quem joguei no passado. Foi um ano incrível para o futebol, a Federação Francesa e a Fifa fizeram uma grande Copa, o clima no estádio foi incrível e fazer parte disso foi indescritível”, comemorou Rapinoe.

Rapinoe foi escolhida como a melhor do mundo
(Foto: Marco Bertorello/AFP)

Em seu discurso, a americana ainda pediu que a comunidade do futebol entre na luta contra o racismo e a homofobia no futebol, e em prol da igualdade de oportunidades. 

“Raheem Sterling e Kalidou Koulibaly, que fazem performances incríveis em campo, mas que têm que lidar com o racismo nojento. A mulher iraniana que acabou se incendiando. Os jogadores LGBQT. Essas são as histórias que me inspiram, mas também me deixam tristes. Se quisermos mudar, outras pessoas, que não Sterling e Koulibaly, têm que ficar indignadas com o racismo. Outras pessoas, que não os LGBQTs, devem se revoltar com a homofobia. Para todas as pessoas aqui, usem este belo jogo para realmente mudar o mundo para melhor. Temos um poder incrível nesta sala”, disse.

É a primeira vez que Rapinoe vence o prêmio de melhor do mundo. Aos 34 anos, ela atua no Reign FC, de Seattle. Morgan, de 30 anos, também integrou a seleção campeã da Copa e é atacante do Orlando Pride. Já a defensora inglesa Bronze, de 27, foi semifinalista da Copa do Mundo com a sua seleção e campeã da Liga dos Campeões da Uefa pelo Lyon.

Recordista do prêmio com seis conquistas, a brasileira Marta já havia apostado em Rapinoe como sua sucessora. “Ela vem fazendo há alguns anos boas temporadas, e eu acho que esse ano foi primordial, pela Copa do Mundo, novamente a seleção dos Estados Unidos ganhou e ela foi o destaque, junto com a (Alex) Morgan”, afirmou Marta à Fifa TV. 

Marta já apostava em Rapinoe
(Foto: Tiziana Fabi/AFP)

Marta, aliás, foi eleita para a seleção feminina mundial da FIFPro. A premiação de 2019 marcou a primeira vez que a entidade premia uma seleção feminina na festa da Fifa. Além da jogadora do Orlando Pride, o Brasil teve outras duas concorrentes: a volante Formiga, do PSG, e a meia-atacante Andressa Alves, hoje na Roma.

A seleção mundial ficou com: Sari van Veendaal (Holanda), Lucy Bronze (Inglaterra), Nilla Fischer (Suécia), Kelly O’Hara (EUA) e Wendie Renard (França); Julie Ertz (EUA), Amandine Henry (França) e Rose Lavelle (EUA); Alex Morgan (EUA), Megan Rapinoe (EUA) e Marta (Brasil).

A seleção feminina do ano
(Foto: FIFPro/Divulgação)

Na premiação entre as goleiras, a grande vencedora foi Sari van Veenendaal, de 29 anos. Jogadora do Atlético de Madrid, ela foi vice-campeã da Copa do Mundo, na França, com a seleção holandesa. A arqueira disputava o prêmio com a chilena Christiane Endler e a sueca Hedvig Lindahl.

Sari foi eleita a melhor goleira no The Best
(Foto: Marco Bertorello/AFP)

Ainda entre as mulheres, a americana Jill Ellis foi a vencedora do Fifa The Best de treinadoras e técnicos de equipes femininas. Vencedora da Copa do Mundo de 2019, ela foi a primeira bicampeã mundial da história. 

“Gostaria muito de agradecer às minhas jogadoras espetaculares, elas são incríveis, são as melhores. Como treinadora, sabemos que sem as jogadoras não conseguimos conquistar esses prêmios. Gostaria de agradecer também à minha comissão técnica e à minha família, e aos meus mais antigos fãs, meu pai e minha mãe. Meu pai foi meu primeiro técnico”, disse Jill que, no fim de julho, anunciou que deixará o comando da seleção dos Estados Unidos em outubro.

A americana desbancou outras três mulheres e seis homens. Como Sarina Wiegman, vice da Copa no comando da seleção da Holanda e vencedora de melhor técnica do mundo em 2017; e o inglês Phil Neville, quarto lugar na Copa na França.

Jill Ellis ganhou como melhor técnica de uma equipe feminina
(Foto: Marco Bertorello/AFP)

Pelos prêmios masculinos, o argentino Lionel Messi, do Barcelona, venceu o troféu The Best de melhor jogador e o alemão Jurgen Klopp, campeão europeu com o Liverpool, de melhor treinador do mundo na temporada 2018/2019.

Fonte: Correio