Nadjane Santos de Jesus, 30 anos, saiu para comprar feijão e não voltou (Foto: Reprodução)

A audiência que concluiria a instrução do processo sobre a morte da comerciante Nadjane Santos de Jesus, 30 anos, foi adiada mais uma vez. A defesa do acusado João Paulo Castro Moreira solicitou nova data por não ter localizado o endereço de algumas testemunhas de defesa, e o pedido foi acolhido pela juíza do caso. A nova tentativa para ouvir as testemunhas de defesa ocorrerá no próximo dia 11 de novembro.

O crime aconteceu no dia 9 de julho de 2017. Na ocasião, Nadjane foi sequestrada na Rua Santos Soares, em Itapuã, onde morava, e depois de morta, seu corpo foi deixado na BA-526, na Região Metropolitana de Salvador.

Ela tinha saído com o cachorro Mayck para comprar feijão fradinho, que, segundo familiares, usaria para fazer o almoço daquele dia em sua casa. A vítima, no entanto, acabou não voltando para casa e foi achada morta com marcas de espancamento e violência sexual. 

João Paulo, que nega o crime, responde por homicídio qualificado (motivo torpe, meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e feminicídio) e ocultação de cadáver. Na audiência que foi remarcada, serão ouvidas testemunhas de defesa do acusado.

Outras mortes
O homem também é apontado como autor das mortes de Zenilda Silva da Conceição, 22, que teve seu corpo encontrado no dia 29 de setembro de 2017. Também havia sinais de violência sexual, além de estrangulamento. Outra vítima de João Paulo seria a recepcionista Marília Matércia Sampaio de Andrade, 32. Ela foi encontrada morta com marcas de violência sexuais na Estrada do CIA-Aeroporto, no dia seguinte.

Marília morava perto de Nadjane (Foto: Reprodução)

Ao CORREIO, familiares da recepcionista disseram acreditar que o suspeito pode ter cometido os dois crimes. O lugar onde o corpo de Marilia foi deixado é perto de onde Nadjane foi encontrada morta. As duas moravam a 15 minutos de distância uma da outra.

João Paulo foi preso um dia depois do corpo de Zenaide ser encontrado, e no mesmo dia em que a recepcionista Marília Matércia Sampaio de Andrade, 32, foi assassinada. Ele, que estava escondido em um imóvel no bairro de Mussurunga, foi autuado em flagrante por homicídio.

João Paulo Moreira foi apresentado pela Polícia Civil como suspeito de feminicídio (Foto: Mauro Akin Nassor/CORREIO)

Manifestação
Na época dos crimes, a família e os amigos de Nadjane fizeram uma manifestação em Itapuã, cobrando uma solução para o caso. Na ocasião, o padrasto de Nadjane, o aposentado Antônio José dos Santos, contou que eles também fizeram uma manifestação no local onde ela tinha sido encontrada.

Parentes e amigos de Nadjante percorreram ruas de Itapuã em 2017 cobrando respostas sobre o caso (Foto: Evandro Veiga/Arquivo CORREIO)

No dia em que foi morta, uma câmera de um estabelecimento da rua registrou Nadjane passando com o cachorro às 7h19. Depois, um vizinho disse à família que viu quando a comerciante passou com o cachorro, nesse mesmo horário.

Fonte: Correio