A vida do Vitória na Série B do Brasileirão não tem sido nada fácil. O empate por 0x0 com o Atlético-GO, na Fonte Nova, na estreia do técnico Geninho, frustrou os rubro-negros e manteve o Leão na boca da zona de rebaixamento. 

Com 25 pontos, o time é o 16º colocado, com a mesma pontuação do Vila Nova, primeiro no Z4, mas que é superado no número de triunfos (seis contra cinco).

Falar que o sinal de alerta está ligado na Toca seria puro clichê, já que o rubro-negro passou todo o campeonato lutando nas últimas colocações da tabela. Mas sem a esperada reação, a situação do time fica mais preocupante a cada rodada. 

Se o primeiro turno do Leão foi para se esquecer, o segundo não tem sido diferente. Neste início de returno, o Vitória praticamente espelhou o desempenho que teve nos cinco primeiros jogos da Série B. A única exceção ficou por conta do empate por 0x0 com Botafogo-SP, no Barradão, na abertura do returno. Na ida, o Leão perdeu para o mesmo Botafogo por 3×1, em Ribeirão Preto. 

Depois disso, resultados iguais: triunfo sobre o Vila Nova, derrotas para Guarani e São Bento, e empate com o Atlético-GO. Foram apenas cinco conquistados dos 15 disputados.  

“Acho que a distância hoje das equipes da frente está um pouco grande. Se for começar a se preocupar lá na frente, vai esquecer a sua realidade, que, no momento, é tentar sair do fundo. Tem que ficar numa zona confortável, aí, de repente, você pensa em algo mais. Vai estar mais tranquilo e menos cobrado”, analisou o técnico Geninho logo após a partida contra o Dragão.

Precisa mudar
Por esse perfil, o Vitória precisa de uma mudança urgente. Se continuar espelhando a campanha do primeiro turno, o Leão terminará a Série B com 40 pontos. Desde 2006, quando o sistema de pontos corridos foi adotado na segundona, nenhuma equipe escapou da degola com essa pontuação. 

De acordo com os cálculos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a pontuação mínima no momento para um time evitar a queda para a Série C este ano é de 46 pontos. O Vitória precisaria então vencer sete dos 14 jogos que ainda lhe resta na competição.

Os próximos adversários, no entanto, não são nada animadores. No domingo, o time visita o líder Bragantino, às 16h. Na sequência, dia 3, o Leão recebe o Sport, terceiro colocado, na Fonte Nova. No primeiro turno, o rubro-negro perdeu para os dois rivais.  

Sem tempo
Precisando pontuar a qualquer custo, o técnico Geninho não vai ter muito tempo para preparar a equipe e conhecer todo o elenco que tem à disposição antes de enfrentar o Bragantino. Ainda assim, ele mantém o otimismo. Apesar de reconhecer que o elenco é limitado, o treinador acredita que pode reverter a situação e deixar o Leão em uma situação mais confortável.  
 
“Tem um time, que não é um super time, não é um time que vai falar que vamos dar uma arrancada e ganhar 10 jogos. Mas tem totais condições de fazer uma campanha melhor, jogar melhor, uma maneira mais efetiva e subir na tabela. Aí lá na frente a gente vê. Tudo é uma sequência. A gente tem exemplos de equipes que estavam em último e começaram a ambicionar algo a mais. Primeiro objetivo é fazer sequência de resultado positivos, aí vamos ver para que lado a gente vai. Em termos de elenco, acho que o grupo é para brigar com grandes chances de permanecer na Série B”, finalizou o comandante.
 

Fonte: Correio