O cantor Léo Santana fez uma revelação para lá de inusitada no Conversa com o Bial, nesta sexta-feira (27): já teve o mamilo mordido por uma fã durante uma premiação em Salvador. De acordo com o cantor, o caso aconteceu em 2010, durante a entrega do Troféu Dodô e Osmar, que premia os artistas e músicas que foram destaque no Carnaval.

Na época, Léo Santana fazia sucesso com a música Rebolation, e ainda integrava a banda Parangolé. “Eu saindo com os troféus, felizão, dando entrevista, e entre toda essa galera da imprensa invadiu uma fã, não sei como, e ‘nheco'”, lembrou o cantor, fazendo um gesto com os dentes e pegando no mamilo. “Sem quê nem pra quê, do nada! No mamilo!E eu com o troféu assim [nos braços]. A reação era largar tudo, porque o mamilo é o mamilo”, continuou, rindo. 

(Foto: Reprodução/ TV Globo)

Segundo ele, a mordida acabou estregando sua noite. “Quando entrei no carro, que levantei a camisa, os dentes certinhos. E eu felizão, tudo combinado pra jantar com a família, para comemorar, mas não, fui para casa, não tinha clima”, contou, ao especular que a fã deveria estar assistindo ao programa.

Encontros
Além de Léo Santana, o ator e apresentador baiano Érico Brás também foi convidado do programa. Na hora em que Léo contava a história ocorrida na premiação, Érico lembrou que foi ele quem apresentou o Troféu Dodô e Osmar naquele ano. Os dois ficaram felizes com a coincidência, e se abraçaram no palco. Juntos, também cantaram um clássico do Carnval soteropolitano, a música O Mais Belo dos Belos, do bloco afro Ilê Aiyê. 

O programa ainda exibiu trechos de um outro momento em que Léo Santana e Érico Brás se encontraram, em 2011, quando Érico foi Repórter Por Um Dia do Fantástico e repercutiu a polêmica Lei Antibaixaria, da então deputada estadual Luiza Maia. “”Chegou a ter esse problema em Salvador. Algumas bandas se sentiram ofendidas, se sentiram desrespeitadas”, destacou Léo. “Eu não sou de gravar, e se a música tiver na boca do povo e for de outro artista, eu mudo a letra. Eu sou mais de exaltar a beleza da mulher, de elogiar, não sou de cantar baixaria, mas nada contra quem faz. Cada um é cada um”, continuou.

(Foto: Reprodução/ TV Globo)

Érico Brás, que não lembrava de ter gravado o quadro, afirmou que é preciso tomar cuidado com algumas coisas. “Acho que a gente tem que tomar cuidado com algumas coisas. A gente sempre tem que tomar cuidado. A brincadeira, o duplo sentido, é bom, é gostoso; cada um canta o que quer, quem não quer não canta, beleza! Mas quando você estimula a violência, contra gay, contra nordestino, contra pobre, não pode. Isso é inadmissível! Agora quer botar na sua casa, tomar sua cerveja, ralar o negócio no chão, bote. É cada qual no se cada qual”, afirmou.

Galã
No programa, Bial também perguntou a Léo Santana se incomodava em ser considerado galã. “Me incomodava, hoje não mais”, resumiu, ao explicar o porquê de ter mudado quanto a isso. “Eu vivi um momento da minha carreira que eu não aparecia mais como músico, era só porte físico, sensualidade, dança, rebolado, e ão me associavam mais ao cantor Léo Santana. Só saiam notas sobre isso: ‘Léo Santana tira camisa em show’, ‘Léo Santana aparece com pouca roupa’. Isso me incomodava muito porque, po, e minha música, ninguém fala? Eu faço 20 show no mês e ninguém comenta sobre? Meus shows todos lotados e ninguém fala nada? Claro que eu entendo que a imprensa vende muito mais isso, e que a galera gosta muito de ver isso. Hoje em dia, já foi essa fase. Já vivi essa parte do incômodo”, contou.

Fonte: Correio