Um grupo de torcedores, composto em sua maioria por membros de organizadas, invadiu o CT do Fluminense na manhã deste sábado para protestar em razão da má fase do time tricolor e cobrar os jogadores.

Os torcedores derrubaram um dos muros de metal que cerca o CT Pedro Antônio, na Barra da Tijuca, no Rio, para entrar no local. No momento em que eles entraram, os atletas do Fluminense faziam um trabalho físico na academia e foram surpreendidos com a invasão.

Um vídeo filmado por um dos invasores mostra os jogadores encurralados em uma parede ouvindo as cobranças dos manifestantes, muitos deles membros da organizada Young Flu. Não houve agressão, mas os torcedores foram duros em suas cobranças e criaram um clima hostil. Eles exigiram comprometimento e raça dos jogadores.

“Queriam a demissão do Oswaldo? Agora têm que ganhar”, disse um deles, em referência à saída do técnico Oswaldo de Oliveira, demitido nesta sexta-feira após o empate em 1×1 com o Santos no Maracanã. No entanto, o motivo principal da saída do treinador não foi o resultado da partida, mas sim a briga com o meia Paulo Henrique Ganso.

Do lado de fora do CT também foram exibidas faixas de protesto contra a diretoria. Uma delas dizia: “Mário e Celso = Abad? Doe sangue pros jogadores”, uma comparação entre o presidente Mário Bittencourt e o vice Celso de Barros com o ex-mandatário Pedro Abad.

A manifestação foi destinada a todo o elenco, de modo que não houve uma cobrança específica a um determinado jogador. Os torcedores deixaram o local espontaneamente após cerca de 10 minutos de protesto, que acabou atrasando o a atividade do elenco no campo. Após o episódio, uma viatura da polícia chegou ao local. O clube ainda não se manifestou sobre o ocorrido.

O treinamento é a último do elenco do Fluminense antes da partida com o Grêmio, marcada para este domingo, às 16 horas, no Maracanã, e válida pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em crise e agora ainda mais pressionado, o time carioca está colocado na zona de rebaixamento. Ocupa a 16ª posição, com 19 pontos.

Fonte: Correio