Sensação de liberdade. É assim que o ex-motorista de ônibus Jenilton Souza, 44 anos, descreve o momento em que andou pela primeira vez de bicicleta desde quando precisou amputar a perna direita por conta de um acidente de trânsito. A oportunidade surgiu no ano passado, durante o Bike Sem Barreiras, projeto de inclusão social e acessibilidade desenvolvido pelo Instituto Ser Educacional e executado, em Salvador, pela UNINASSAU. “Foi maravilhoso. É uma chance da pessoa com deficiência de locomoção poder se sentir livre”, comenta o atual zagueiro do time de futebol de amputados do Esporte Clube Bahia, que não conduzia o veículo de duas rodas desde 2016.

Jenilton andou na HandBike, triciclo adaptado para ser guiado com as mãos. Porém, o projeto, que incentiva o lazer de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, possui mais dois modelos: a Bike Dupla, para ser pedalada por um monitor e uma pessoa com deficiência visual, e a The Duet, que pode ser conduzida por uma pessoa com deficiência múltipla ou tetraplégica de até 120 quilos.

Bike Dupla, um dos três modelos oferecidos pelo projeto Bike Sem Barreiras (Foto: divulgação)

O evento já atendeu cerca de 1 mil pessoas em seis edições na capital baiana. Todo o atendimento tem o apoio de professores e alunos voluntários da UNINASSAU Salvador. “Assim como todas nossas ações sociais, o Bike Sem Barreiras conta também com a participação dos nossos alunos, que acompanham as saídas com o público. Acreditamos na transformação destes estudantes ao participar das nossas ações de responsabilidade social. Eles saem mais humanizados, o que deve refletir neles como profissionais no futuro”, ressalta Andreia Aquino, diretora adjunta da UNINASSAU Mercês.

Geralmente, o projeto é realizado na Avenida Magalhães Neto, no bairro da Pituba. Para este ano, o centro universitário tem a previsão de realizar a iniciativa entre os meses de outubro e dezembro. A data será divulgada pela instituição. A participação é gratuita.

A ações de responsabilidade social da UNINASSAU não param por aí. Na Bahia, a instituição realiza ainda projetos de desenvolvimento econômico e social, memória cultural e meio ambiente. Dentro do calendário oficial do centro universitário são, em média, duas ações por mês. Porém, este número ainda pode aumentar de acordo com as oportunidades de realizar atividades com assuntos de relevância para a sociedade.

“A UNINASSAU tem na sua veia as ações de responsabilidade social. Nós recebemos do Instituto Ser Educacional um calendário social com atividades já planejadas. Mas não significa que a gente não possa ir além desta programação. Realizamos ações espontâneas e solicitadas pela sociedade ou em parcerias com órgãos públicos e organizações”, comenta Andreia Aquino.

Entre as ações desenvolvidas pela instituição está o Capacita, que oferece cursos gratuitos de curta duração nas unidades da Pituba, Mercês e Lauro de Freitas. Somente em julho deste ano foram ofertadas mais de 10 mil vagas em 175 cursos, como AutoCAD para iniciantes, oficina de cupcake, desenvolvimento de jogos, acupuntura estética e extração de óleos essenciais.

Outro destaque é o projeto Mães Produtivas, que oferece bolsas integrais para mulheres com filhos diagnosticados com doenças raras. A iniciativa é promovida pelo grupo Ser Educacional em 20 estados brasileiros. As candidatas podem escolher cursos de graduação e pós-graduação EAD. São mais de 20 bolsas de estudo na Bahia só esse ano.

Praia Limpa
A importância da preservação do meio ambiente não é novidade para a UNINASSAU. Desde 2008, a instituição realiza em Salvador o projeto Praia Limpa, que coleta resíduos sólidos das praias de Salvador, além de conscientizar a população sobre o descarte do lixo. A ação é realizada com apoio de estudantes e professores voluntários do centro universitário. Este ano, a iniciativa será realizada em parceria com a ONG Limpa Brasil, no próximo sábado (21), nas praias de Patamares, Porto da Barra e Buraquinho.

Calçada itinerante
Ao andar pelas calçadas das ruas de Salvador encontramos algumas dificuldades pela frente, como telefones públicos, lixo ou solo irregular. Estes elementos se transformam em grandes obstáculos para quem é cego ou utiliza cadeiras de rodas. Com a intenção de chamar atenção da população para a falta de acessibilidade, a UNINASSAU realiza em Salvador o projeto Calçada Itinerante, que simula um passeio público.

O participante é vendado e percorre todo o trajeto da calçada com o auxílio de uma bengala dobrável em alumínio, utilizada por deficientes visuais, ou em uma cadeira de rodas acompanhado por um monitor. “Esse projeto de conscientização da população é em razão das dificuldades que pessoas com deficiência visual ou com baixa mobilidade passam no dia a dia. Mas se a gente faz com que a pessoa sinta isso, no momento que encontrar alguém nesta situação, provavelmente vai ajudar”, explica Aquino.

Termômetro de transplantes
A importância de aumentar o número de doadores de órgãos também é tema para uma das ações sociais da UNINASSAU, que instala um termômetro de transplantes em pontos da capital baiana. Atualmente, o equipamento está na unidade do bairro das Mercês. Quem passar pelo local precisa apenas apertar no coração que fica na estrutura para demonstrar sua vontade.

O totem mede o interesse das pessoas de se tornarem doadoras de órgãos. O objetivo é de incentivar as doações e sensibilizar a sociedade sobre o assunto. No equipamento é possível ainda exibir vídeos contando histórias de atletas transplantados. A população também é orientada com material informativo para o futuro doador.

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Fonte: Correio