Turistas, mulheres e com idade entre 46 e 65 anos. Esse é o perfil da maior parte das pessoas que visitam o Memorial Irmã Dulce, que fica localizado num prédio anexo ao Convento Santo Antônio, na sede das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), no bairro de Roma.

A pesquisa que traçou o perfil dos visitantes foi realizada pela UNIFACS, entre 13 de agosto e 1º de setembro deste ano. O objetivo é avaliar o potencial do turismo religioso no local, principalmente após o anúncio da canonização da religiosa, que no dia 13 de outubro passará a ser chamada de Santa Dulce dos Pobres.

Os dados do levantamento mostram que 55% dos visitantes do local, que inclui o memorial, santuário, loja e café, não moram em Salvador. Ao todo, são 30% de pessoas vindas de outros municípios baianos e 25% de outros estados do Brasil.

Entre os que moram fora da capital baiana, 32,8% vieram a Salvador motivados pelo turismo religioso, especialmente para conhecer a OSID, enquanto 27,6% afirmaram estar na cidade a lazer e aproveitaram para visitar a obra.

Do total de visitantes, 46% visitaram o memorial pela primeira vez. As principais motivações são devoção a Irmã Dulce (46%) e desejo de conhecer mais sobre a religiosa (42%).

A pesquisa mostrou ainda que a maioria das pessoas que visitam o local têm entre 56 a 65 anos (27%), seguido da faixa de 46 a 55 anos, com 26%. Já o público que tem de 36 a 45 anos, significa 22%. Ao todo, desse público, 73% são mulheres e 27% são homens.

A maior parte dos visitantes tem Ensino Superior completo (30%), seguido de quem tem apenas o Ensino Médio completo (27%). Já o rendimento mensal dos entrevistados varia bastante, mas a predominância é de pessoas que ganham até um salário mínimo (24,2%). No outro extremo, há pessoas com renda superior a oito salário mínimos, que representam 22,2% dos visitantes.

Pesquisa
A professora do Programa de Pós-Graduação em Administração da UNIFACS, Marluce Lodi, e coordenadora da pesquisa, explica que a iniciativa é fundamental para conhecer melhor o público que visita o memorial e, consequentemente, canalizar melhor as ações promovidas no local.

“Queremos conhecer quem visita o OSID e identificar o nível de satisfação deles em relação à sua estrutura e entorno. Por isso é importante coletar informações, para que se possa oferecer o produto e serviço adequado a esse público”, relata.

A pesquisa faz parte de uma série de ações que a Unifacs tem feito para estruturar um arranjo produtivo local (APL) para o chamado Território Santo, que é a região que localizada entre a Basílica da Conceição da Praia, no Comércio, até a Igreja da Penha, localizada na península de Itapagipe.

O objetivo maior, segundo a instituição, é estudar culturas locais e atores sociais dessa região, para fomentar o turismo no entorno do santuário de Irmã Dulce e em todos os pontos religiosos da Cidade Baixa. Isso, segundo esperam, pode dinamizar a economia local, fortalecer as comunidades existentes na região e estimular o desenvolvimento social.

Até o momento, já foram mapeados 15 atrativos na região por onde circulou Irmã Dulce. 

Fonte: Correio