Em nome da educação, professores e estudantes das instituições públicas e federais da Bahia se concentraram, na manhã desta quinta-feira (3), no Largo do Campo Grande, Centro de Salvador. O grupo de cerca de 100 pessoas fechou as duas faixas sentido Piedade. A mobilização nacional começou nesta quarta-feira (2), em todo o país, quando os profissionais da Educação deram início à greve de 48 horas. 

Diretora Social da Associação dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), Clarice Pereira explica que a ideia é sensibilizar a sociedade “para o atentado à maior arma do cidadão”.

“A educação é a coisa mais importante que temos e é em defesa disso que estamos aqui, numa manifestação unificada junto a outros servidores”, disse ao CORREIO, em referência aos cortes das verbas das instituições públicas pelo Ministério da Educação (MEC).

Segundo Clarice, além da educação, o corte é um “ataque às leis trabalhistas”. “Não tem como assistirmos a isso sem fazer nada, são os nossos direitos primordiais em jogo”, destaca ela, que acrescenta que o ato simbólico envolve outros sindicatos, como os trabalhadores responsáveis pela limpeza e segurança das instituições.

Unificação 
Diretora executiva da Associação dos Docentes do Estado da Bahia (Aduneb), Márcia Virgínia comenta a união do ato, que também envolve o Sindicato dos Trabalhadores Técnicos Administrativos da Universidade Federal da Bahia (Ufba), que sofreu um bloqueio de R$ 53 milhões. 

“É claro que as primeiras atingidas são as instituições federais, como vimos os cortes da Ufba. Mas isso, na verdade, atinge a todos nós, trabalhadores do estado”, comenta Márcia, que segue o grupo em caminhada rumo à Praça da Sé.

No entendimento da professora, a greve recém realizada pelos docentes da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), dão o termômetro da situação de professores e, consequentemente, estudantes.

“Tivemos aquela greve de quase três meses, onde nós reivindicamos justamente esses direitos trabalhistas que a nós estava sendo negado. Então estamos todos na mesma situação e em busca de uma educação de qualidade para todos”.

Estudante de Letras da Ufba, Thalia Gomes, 19, disse que os alunos das instituições afetadas “tem que unir forças com os profissionais. “Nós somos, porque eles são. Sem eles, não existe nós e vice-versa”.

Fonte: Correio