Depois de atingir praias de oito estados do Nordeste nos últimos 30 dias, as manchas de óleo chegaram ao litoral da Bahia nesta quinta-feira (3).

Manchas de óleo com as mesmas características das encontradas nos demais estados nordestinos foram registradas na praia de Mangue Seco, no município de Jandaíra, que fica 210 km de Salvador na divisa com Sergipe.

A praia é um dos principais destinos turísticos do litoral norte da Bahia e foi imortalizada pelo escritor baiano Jorge Amado ao servir de cenário para o romance Tieta do Agreste.

Também há manchas de óleo na praia de Siribinha, bucólica vila litorânea que pertence ao município de Conde (190 km de Salvador).  

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) confirmou as novas manchas de óleo e informou que suas equipes estão em campo para avaliação e diagnóstico.

 
 
 
 
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Vamos compartilhar e marcar os amigos até chegar no Presidente @jairmessiasbolsonaro? Hoje de manhã, Aracaju, Praia da Coroa do Meio. É a primeira vez na história moderna do Planeta Terra que um vazamento de petróleo passeia livremente por um país sem nenhum esforço para ser contido. Esse é um dos vídeos mais chocantes e que mostram claramente que esse petróleo é fácil de detectar e conter, se, simplesmente, aeronaves e embarcações tivessem sido empenhadas desde o início. O óleo é denso e mortal. Este é o maior desastre ambiental da história do Nordeste, uma região rica em recifes de corais, áreas de proteção ambiental, turismo e tantas outras questões sociais, ambientais e econômicas. Parabéns, Presidente @jairmessiasbolsonaro vc está batendo um recorde mundial! 👏🏾👏🏾 As imagens foram enviadas por @souriovazabarris @rodrigodefreitas8

Uma publicação compartilhada por Salve Maracaípe (@salvemaracaipe) em 4 de Out, 2019 às 7:27 PDT

A Marinha do Brasil informou que encaminhou uma equipe de Inspeção Naval para a região na tarde desta quinta. A equipe está colhendo amostras que serão encaminhadas para análise no Instituto de Pesquisas do Mar Almirante Paulo Moreira.

A região da Bahia atingida pelo óleo é uma área de proteção e preservação de tartarugas marinhas com atuação do Projeto Tamar. A entidade, que já havia determinado a suspensão da liberação de filhotes de tartarugas marinhas no mar do estado de Sergipe, está monitorando o avanço do óleo no litoral baiano.
“Estamos monitorando e avaliando de que forma o avanço das manchas vai acontecer na Bahia”, afirma César Coelho, diretor de sustentabilidade da Fundação Pró-Tamar.

No setor turístico baiano, a preocupação é que o óleo siga na direção de praias do litoral norte baiano como Praia do Forte, Sauípe e Imbassaí.

Além de também serem berçário de tartarugas marinhas, as praias estão dentre os destinos turísticos mais procurados do litoral baiano. A possível chegada do óleo poderá representar um baque econômico para a região no momento em que inicia a alta estação.
Além das praias na Bahia, uma grossa camada de óleo também atingiu a praia da Coroa do Meio, em Aracaju. A incidência da substância foi tamanha que a praia foi interditada pela Adema, órgão ambiental do governo de Sergipe.

“Registramos um toque mais agressivo das manchas e optamos por interditar a praia para fazer a limpeza”, afirma Gilvan Dias, diretor-presidente da Adema.

Ele diz que, além da areia, o óleo atingiu as pedras de contenção da praia, o que dificulta o trabalho de remoção da substância. Amostras da água foram coletadas para análise de balneabilidade.

As primeiras manchas de óleo apareceram no litoral de Pernambuco, no dia 2 de setembro e, desde então, vêm se espalhando pelo litoral nordestino.

O último balanço divulgado pelo Ibama na quinta-feira (3) aponta que foram atingidas pelo óleo 124 praias de 59 municípios –o levantamento ainda não incluía as praias da Bahia.  

Em quatro estados, foram encontradas mortas seis tartarugas marinhas e uma ave (Bobo-pequeno). Outras três tartarugas foram resgatadas com vida.

Segundo órgão federal, equipes estão revisitando áreas em que o óleo foi constatado. Na nova vistoria, as equipes verificam se ainda são necessárias ações de limpeza.

Na última semana, o Ibama informou que a análise das amostras do óleo feitas pela Petrobras e pela Marinha revelou que a substância é petróleo e não é de origem brasileira.

Em nota, a Petrobras afirma que o material encontrado não é produzido e nem comercializado pela empresa, mas não explica como a análise foi feita.

Fonte: Agencia Brasil