Do auto-falante para aumentar os pedidos de donativos passando por desejos de oração, criação de time feminino de vôlei e até mesmo a ruptura com segmentos da Igreja Católica que queriam ela ‘longe da Bahia’. Desde o bairro do Barbalho, em Salvador, onde nasceu em 1914, até o Vaticano, onde será proclamada santa no próximo dia 13, a  história de Irmã Dulce transcende as religiões. A pequena freira de 1,47 m subverteu os padrões com o objetivo de ajudar. 

O  CORREIO teve acesso a documentos, nunca antes publicados pela imprensa, que relatam os primeiros passos dos trabalhos sociais desenvolvidos pela nova santa da Igreja Católica, que será nomeada Santa Dulce dos Pobres. A partir desses documentos o CORREIO produziu a série de reportagens multiplataformas Pelos Olhos de Dulce que começará a ser publicada neste domingo (6). No total, serão 20 reportagens especiais publicadas entre os dias 6 e 15 de outubro nas edições impressas do jornal além de conteúdo especial para o site, podcasts,  vídeo-documentário além de cobertura especial direto do Vaticano. 

As reportagens são assinadas pelo jornalista Jorge Gauthier, que é chefe de reportagem do CORREIO e editadas por Mariana Rios, coordenadora da editoria Minha Bahia, do CORREIO. Para produção do especial Pelos Olhos de Dulce, Gauthier percorreu mais de 1,3 mil quilômetros em duas cidades baianas além de cinco cidades de Sergipe, onde Dulce deu início à sua trajetória religiosa. Encontrou pessoas que foram tocadas por Dulce nos mais variados aspectos e que tiveram suas vidas transformadas pelo Anjo Bom da Bahia. 

Foram 58 pessoas entrevistadas além de pesquisa em 12 livros relacionados à santa e a Igreja Católica e em reportagens publicadas desde que o CORREIO foi fundado há 40 anos. 

No início de outubro adicionará 8.015 km a essa contagem quando desembarcará no Vaticano para cobertura especial das cerimônias que irão compor a canonização da primeira santa genuinamente nascida no Brasil. 

Autor do livro Irmã Dulce: os milagres pela fé, lançado em 2015 pela editora Autografia, o jornalista realiza há oito anos pesquisas sobre a trajetória de vida de Irmã Dulce. Em 2011, conquistou o troféu Dom Helder Câmara da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil com série de reportagens especiais sobre Dulce. A mesma série, produzida em 2011 junto com os jornalistas Alexandre Lyrio e Victor Uchôa, ficou em segundo lugar no Prêmio  José Hamilton Ribeiro de Jornalismo, que tinha concorrentes de sete países de língua portuguesa. 

Foto: Sora Maia/CORREIO

“Irmã Dulce é uma personalidade que há 40 anos, desde que o jornal foi fundado, é acompanhada de perto. A série de reportagens começou a ser desenvolvida em maio deste ano quando o Vaticano anunciou que havia reconhecido o segundo milagre de Dulce. A partir desse momento, intensifiquei pesquisas para encontrar novos olhares para apresentar a história de Dulce aos nossos leitores”, explica Gauthier que ao lado do também jornalista Yuri Rosat, já entrevistou 30 pessoas para o vídeo-documentário que irá, em novembro, ser lançado fechando as homenagens do CORREIO à Santa Dulce dos Pobres. 

“Para mim tem sido um processo maravilhoso conhecer melhor a história de Irmã Dulce. Apesar de ter nascido em Salvador e saber de sua importância, ainda não tinha a dimensão de sua obra. Ouvir relatos de pessoas que tiveram contato com ela é realmente inspirador”, diz Yuri que é responsável pelas imagens e edição do vídeo-documentário. 

No Vaticano, o repórter Alexandre Lyrio passa a integrar a equipe de cobertura.

“Sou apaixonado pela Irmã Dulce além do hábito de freira. Eu sempre ouvi essas histórias contadas por parentes e familiares meus que eram católicos da Irmã Dulce que fazia vários milagres em busca de doações para construir suas obras sociais. Será uma honra está no Vaticano. Mesmo não sendo católico acho super importante esse momento de reconhecimento dela”, destaca Lyrio.

A coordenação digital do especial é de Wladmir Lima. A jornalista Naiana Ribeiro é responsável pela progração,  webdesigner além de mídias sociais junto com Marcus Barbosa na produção de vídeos. No documentário, integra a equipe o jornalista Ivan Dias Marques. A identidade visual e diagramação levam a assinatura de Morgana Miranda, da editoria de arte do Correio.
O leitor terá acesso aos documentos e fotos inéditas localizadas pela reportagem para o especial.

Os conteúdos serão publicados diariamente nas plataformas impressas e digitais do CORREIO até o dia 15. Do Vaticano, os leitores do CORREIO terão novidades exclusivas de todos os eventos que compõem a canonização de Dulce no site do CORREIO, no impresso e também nas redes sociais do jornal com boletins diários e ao vivo. 

Na véspera da missa de canonização, que está marcada para o dia 13 de outubro, Irmã Dulce receberá uma homenagem, em Roma, do brasileiro Roberto La Borda. Ele compôs uma ópera em homenagem à primeira santa brasileira e vai apresentar na Praça Navona, em Roma.

No dia seguinte, o papa Francisco preside a partir de 10h (5h da manhã no horário de Brasília) cerimônia de canonização de Dulce e de outros quatro beatos da Igreja: o inglês John Henry Newman, cardeal, fundador do Oratório de São Filipe Néri na Inglaterra; a italiana Giuseppina Vannini, fundadora da ordem das Filhas de São Camilo; a indiana Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, fundadora da Congregação das Irmãs da Sagrada Família e a suiça Margherita Bays, da Ordem Terceira de São Francisco de Assis.

Após a cerimônia do Vaticano, quando se tornará oficialmente santa, Dulce poderá ser venerada em todas as igrejas do mundo. A primeira missa em honra a Dulce acontecerá em solo italiano. O arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, dom Murilo Krieger, celebrará às 10h a missa na igreja de Sant’Andrea della Valle, em Roma. Feiras da congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, a qual Irmã Dulce fazia parte, participarão do ato religioso em homenagem à freira baiana. 

 Além disso, o CORREIO no dia 20 de outubro terá cobertura especial da missa de ação de graças pela canonização de Dulce que será celebrada a partir das 16h na Arena Fonte Nova. 

A série terá ainda uma ação especial onde os leitores do CORREIO poderão ajudar às Osid. Nas edições impressas do CORREIO dos dias 13 e 19  de outubro serão publicados um selo onde o leitor poderá ter desconto de 20% na compra da vela de sete dias de Dulce. 

O selo terá validade de 30 (trinta) dias a partir da primeira publicação do jornal, exclusivamente para compra de velas na loja física da Osid, situada na Av. Dendezeiros do Bonfim, 161, Bonfim. A vela custa R$ 6 e, com o desconto, será vendida por R$ 4,80. 

O projeto Pelos Olhos de Dulce tem o oferecimento do jornal CORREIO e patrocínio do Hapvida.

Fonte: Correio