A terceira edição da Batalha do Pagode foi realizada no Teatro Gregório de Mattos, na tarde deste domingo (6), e mostrou a que veio mesmo antes de começar. Já na passagem de som, a quebradeira tomou conta do teatro e, com ela, uma prévia da disputa pela melhor desenvoltura. Parte da programação do Encontro Periférico de Artes (EPA), o evento revelou quatro vencedores entre os 24 selecionados que concorreram ao prêmio.

Criatividade, performance, desenvoltura no palco, carisma com o público e inovação na coreografia estavam entre os critérios usados na decisão final. Quem levou o primeiro lugar feminino foi Edilane Santos, enquanto o segundo lugar ficou com Bianca Biana. Já na categoria masculina, Fábio Sousa foi o vencedor e Josué dos Reis ficou com o segundo lugar.

O prêmio para os primeiros colocados foi de R$ 700, e quem ficou em segundo levou R$ 400. “A importância desse evento é, em primeiro lugar, a representatividade. A proposta é aproximar o povo periférico do Centro, retomar esse território que foi afastado da população negra pela hegemonia e que é nosso”, explicou a bailarina e produtora Inah Irenam, 30 anos, uma das idealizadoras do EPA. “São artistas negros pensando essa temática e reconstruindo nossa história”, completou.

Morando em Salvador há onze dias, o analista de sistemas pernambucano Sérgio Monteiro, 36, aproveitou o convite dos amigos e foi conhecer o pagode baiano, através da dança. “Não conheço o pagode, vim na curiosidade. Mas me interesso muito pelas questões periféricas. Nasci e cresci na periferia de Recife e sei que quando o Centro olha para a periferia julgando, achando fraco, a gente olha de volta mostrando nossa identidade, nossa força”, disse Sérgio.

Vencedores
1º lugar feminino: Edilane Santos
2º lugar feminino: Bianca Biana
1º lugar masculino: Fábio Sousa
2º lugar masculino: Josué dos Reis

Fonte: Correio