Sete imóveis foram demolidos até a tarde desta segunda (7) na região em que parte de uma encosta cedeu na madrugada da sexta (4), na Fazenda Grande do Retiro. Segundo a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), que comanda a demolição, essa etapa é fundamental para que sejam identificadas as causas das rachaduras que apareceram nas residências e também da ruptura da encosta. Representantes da empresa responsável pela obra de contenção e também da Defesa Civil de Salvador (Codesal) fazem parte da força-tarefa que atua na área.

“Alguns dos imóveis que seriam demolidos acabaram por desmoronar com o rompimento da encosta (cinco no total). A previsão inicial era de demolirmos 15 imóveis. Entretanto, ainda não é possível dar esse número com precisão pois estamos avaliando a situação de cada residência. Estamos permanentemente no local, e nenhuma família prejudicada ficará sem assistência”, diz o diretor-geral da Codesal, Sosthenes Macêdo. 

Outros órgãos da prefeitura também atuam no local, como a Secretaria da Fazenda (Sefaz), que está fazendo um levantamento do imóveis para garantir a indenização das famílias que tiveram perdas. O total de famílias que serão indenizadas ainda depende da quantidade de casas que serão demolidas ao fim do processo. Os valores também só serão definidos depois que o cadastro for concluído.

As famílias que prefererirem poderão optar, ao invés de indenização, por ganhar um apartamento novo no Conjunto Habitacional Barro Branco, que está sendo construído no Alto do Peru. 

Até o momento, a Codesal isolou 54 imóveis, sendo 24 depois do incidente na semana passada, em outra área da Rua Candinho Fernandes, na Fazenda Grande do Retiro.

Enquanto não se define uma indenização, as famílias atingidas recebem apoio da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (Sempre). No momento, 41 famílias estão cadastradas e recebendo aluguel social, mas o número deve aumentar com formalização de novos cadastros essa semana, estima a prefeitura.

Fonte: Correio