Três réus do caso da morte do ex-jogador do Cruzeiro e do São Paulo, Daniel Correa, podem ganhar a liberdade a qualquer momento. A juíza Luciani Regina Martins de Paula, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), atendeu o Ministério Público e decidiu, nesta quarta-feira (9), revogar a prisão do trio e também retirar a tornozeleira eletrônica da esposa de Edison Brittes, assassino confesso do atleta.

A ordem beneficia Eduardo da Silva, Ygor King e David Willian da Silva, que teriam participação no crime. A juíza se baseou na nova Lei de Abuso de Autoridade para fundamentar a sua decisão. “De acordo com esse novo paradigma, a prisão preventiva só poderá ser decretada quando evidenciado o efetivo dano processual, e não mais quando se vislumbrar fundado risco para o processo, para a segurança de testemunhas, de colaboradores da justiça e da coletividade”, disse.

Edison Brittes vai permanecer preso. No entanto, a juíza ainda retirou a necessidade de uso de tornozeleira eletrônica da sua esposa, Cristina Brittes. Ela está em liberdade há pouco mais de um mês. “Não se teve notícia, pelo menos até o presente momento, de que a ré tenha descumprido alguma das condições a ela impostas, pelo que vislumbro a possibilidade de revogação da medida cautelar de monitoração eletrônica anteriormente aplicada, mantendo-se as demais vigentes, vez que são suficientes e eficazes ao caso em tela”, argumentou.

O crime

Daniel Corrêa Freitas, de 25 anos, foi encontrado morto, no dia 28 de outubro, em uma área rural conhecida como Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, e o corpo foi velado e enterrado em Conselheiro Lafaiete, onde moram os familiares do jogador de futebol.

No dia 31 de outubro, a Polícia Civil ouviu Edison Brites Júnior, principal suspeito do assassinato de Daniel. A corporação chegou até ele depois de uma testemunha ter afirmado que o jogador e mais seis pessoas estavam em uma boate de Curitiba e depois foram para a casa do suspeito do crime.

Segundo ela, Daniel foi espancado por quatro pessoas em um dos quartos da casa e pedia para não ser morto. De acordo com o advogado da testemunha, o autor do crime procurou as pessoas que estavam na casa para conversar e tentar mudar as versões da história. Na data, a principal suspeita era a de que o jogador teria se envolvido com a esposa do empresário.

Posteriormente, a Polícia Civil divulgou que o crime aconteceu depois da festa de 18 anos de Allana. A comemoração começou em uma casa noturna, no dia 26 de outubro, e se estendeu até a manhã seguinte, na casa da família. Daniel foi espancado na casa e depois levado para um matagal, onde o corpo foi encontrado.

Fonte: Agencia Brasil