O Ibama descartou a suspeita de que uma mancha de óleo de 21 km² estivesse prestes a atingir o litoral da Bahia. A ameaça foi divulgada na tarde de sexta-feira (11), após pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (Ufba) terem localizado duas supostas manchas em alto mar, a cerca de 100 quilômetros da costa baiana – além da de 21 km², uma área de 3,3 km² tinha chamado a atenção dos pesquisadores. 

No entanto, após sobrevoar o local ainda na tarde de sexta-feira, o Ibama descartou que a mancha se tratasse de óleo. 

“Os professores passaram as coordenadas e passamos para o comando da operação nacional. Nada indica que aquilo pode ser óleo. Pode ser uma nuvem de chuva ou algo do tipo”, afirmou o superintendente do Ibama na Bahia, Rodrigo Alves, ao CORREIO, neste sábado. 

Na sexta-feira, o professor Pablo Santos, do curso de Oceanografia e especialista em sensoriamento remoto, já tinha dito que a mancha estava em uma área com constância de nuvens. As imagens foram captadas por um radar da União Europeia cujos dados são de uso comum. 

“Nós já informamos aos professores e eles ficaram muito felizes com isso. Não identificamos nenhuma mancha de óleo. Não localizamos a mancha, mas continuaremos monitorando. É algo excelente (que a suspeita tenha sido descartada), até porque 21 quilômetros é praticamente a costa inteira de Salvador”, pondera. 

Neste sábado, a situação continua parecida com a de sexta-feira. Não houve registros de novas cidades atingidas pelas manchas de óleo, depois que a substância chegou a Salvador. O local com maior concentração do material fica entre Camaçari e Lauro de Freitas, na avaliação do Ibama. 

Diariamente, técnicos do órgão federal têm feito de dois a três voos para acompanhar o alcance do óleo. Os voos são feitos com o helicóptero do Ibama. Na tarde de sexta-feira, para acessar o local onde estaria a mancha de 21 km², os técnicos contaram com o apoio de um helicóptero especial da Petrobras. 
“É um trabalho difícil de ser feito porque esse óleo vai se movimentar debaixo da superfície”, diz Alves. 

O superintendente destaca, porém, que há uma grande quantidade de alarmes falsos sendo disseminados. Muitas pessoas têm compartilhado fotos de manchas no mar de Salvador e da Bahia que não necessariamente são causadas pelo óleo. Essas “manchas” são, na verdade, bancos de areia, rochas e até poluição como lixo urbano. 

“Não tem vestígios de óleo nem na Baía de Todos os Santos, nem na Baía de Camamu. Aqui em Salvador, estão chegando aquelas pedrinhas pequenas. Existe risco q chegue volume maior em Salvador? Sim, existe, mas estamos monitorando com a prefeitura”, completou. 
 

Fonte: Correio