A dupla Sandy & Junior participou do Domingão do Faustão deste domingo (3) e anunciou que após a sequência de shows a dupla está novamente desfeita. A decisão já estava prevista antes da turnê Nossa História.

No palco do programa, Sandy contou que ficou surpresa e não esperava que a nova turnê fizesse tanto sucesso. 

“A gente não poderia sonhar, era pra gente fazer oito shows e a gente foi aumentando, acabou que virou dezoito shows e o último é agora”, disse.

Questionado por Faustão sobre a crise pela qual passa o país, Junior afirmou que o sucesso se torna ainda mais surpreendente.”Realmente, tá difícil, foi um carinho no coração saber que a gente tá trazendo felicidade para a galera. A energia é muito forte”, afirmou.

Os dois também fizeram questão de afirmar que não vão retomar a dupla: foi um projeto específico que, agora, chega ao fim. “A gente só topou porque era um negócio com data para acabar”, afirmou o músico. “É uma escolha, temos nossas carreiras”, acrescentou ela. 

“A gente respeitou os fãs, estávamos com saudades, mas temos muita certeza de que vai acabar daqui a pouco e vamos voltar para os nossos projetos individuais”, completou Junior e Sandy concordou com a afirmação.

Para os fãs, o sentimento foi de emoção. Além das emoções que os irmãos despertam nos millennials, a nostalgia tem um papel fundamental nesse fenômeno, explica o psicanalista e psiquiatra Marcelo Veras. “É da natureza humana buscar apoio nas memorias afetivas mais reconfortantes nas crises e momentos de adversidade. O retorno dos ídolos antigos está presente na vida de todos nós. É uma maneira de marcar a nossa ligação afetiva com a nossa própria história de vida em momentos que encontrávamos prazer, satisfação de vida, mesmo que momentânea”, explica o especialista.

Veras pontua que esse apoio no passado ganha ainda mais valor quando o momento tem uma espécie de preciosidade única. “Quando você tem a impressão de que não vai ver aquilo nunca mais, o momento se valoriza ainda mais. Essa dupla soube fazer isso. Quem viver aquele momento vai lembrar. E, como tudo na vida contemporânea vira mercadoria, isso está sendo explorado desde o vendedor de camiseta até programas de televisão e marcas de produtos. O capitalismo não perdoa”, acrescenta.

Fonte: Correio