O Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT5-BA) tem, oficialmente, uma nova presidente. A desembargadora Dalila Nascimento Andrade tomou posse nesta terça-feira (5), e dirigirá o espaço pelo próximo biênio 2019/2021.

A solenidade aconteceu na Reitoria da Universidade Federal da Bahia e contou com a presença de diversas autoridades, dentre elas o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Brito Pereira. Além de empossar a presidente, o evento oficializou o corregedor regional, desembargador Alcino Felizola; e a vice-corregedora, desembargadora Luiza Lomba.

Ao CORREIO, Dalila disse que uma das suas prioridades é aumentar o uso de ferramentas eletrônicas para poupar tempo e custos ao tribunal. “Uma das coisas que eu quero investir é o uso de videoconferência na área administrativa. Isso ajudará na questão orçamentária, principalmente. Poderemos fazer reuniões entre as unidades da capital e do interior sem que haja deslocamento, o que também ajudará a economizar tempo, o que é fundamental para o jurídico”, explica.

“Com a videoconferência, uma carta precatória pode ser dispensada, por exemplo. Isso também poupará a pessoa de sair de outro estado para vir para cá para ser testemunha, por exemplo. Todas as áreas demandam tecnologia da informação, temos que investir nisso para compensar a escassez de recursos materiais e de pessoal que temos”, completou.

Dalila disse ainda que pretende implementar um laboratório de inteligência artificial para melhorar a prestação jurisdicional. Segundo Dalila, para isso haverá a utilização do próprio recurso humano do TRT5, já que a ideia é que o setor de Tecnologia da Informação do local atue nesse projeto.

Composto por 88 Varas do Trabalho (39 na capital e 49 no interior) e 29 desembargadores, o TRT5 recebeu cerca de 295 mil processos trabalhistas e repassou à população aproximadamente R$ 4,6 bilhões no último biênio (2017/2019), quando estava sob a presidência da desembargadora Maria de Lourdes Linhares Lima de Oliveira.

Nova presidente
Natural de Salvador, Dalila é graduada em Direito pela Universidade Católica do Salvador (UCSal) e pós-graduada em Direito Processual Civil, Direito e Processo do Trabalho e Direito Constitucional do Trabalho. Entrou para o universo da magistratura em 1987, onde atuou como juíza titular em Varas do Trabalho de Juazeiro, Paulo Afonso e Irecê, e nas 4ª, 13ª e 21ª de Salvador.

Dalila foi promovida a desembargadora em 2002 e atuou como coordenadora da implantação do Processo Judicial Eletrônico (2012-2015) no TRT5, além de ter sido gestora regional de planejamento estratégico e de metas nacionais do CNJ (2009-2015). No último biênio, a magistrada foi corregedora do Tribunal.

Projetos da presidência 2019-2021

  1. Expansão da ferramenta de BI (Business Intelligence) para a gestão dos processos judiciais nos gabinetes de desembargadores;

  2. Desenvolvimento de ferramenta eletrônica para auxiliar a prolação de sentenças e minutas de voto;

  3. Implementação de programa de gestão e eficiência na área judicial, nos gabinetes de desembargadores, com enfoque no uso de ferramentas e técnicas de aceleração processual;

  4. Suporte de força-tarefa para auxílio às unidades judiciárias, inclusive no segundo grau;

  5. Apoio ao Núcleo de Cálculo de segunda instância. Desenvolvimento de ferramenta que viabilize o gerenciamento das atividades do setor;

  6. Modernização do sistema de transcrição das sessões por intermédio do desenvolvimento de solução de áudio com marcações específicas;

  7. Continuidade à migração dos sistemas legados para o PJe – CLE;

  8. Fortalecimento da estrutura do NAE (Pesquisa Patrimonial – Coordenadoria de Execução e Expropriação);

  9. Ampliação do Cejusc de 1º Grau; fortalecimento do Cejusc 2º Grau;

  10. “Desavolumar”. Projeto exitoso dos TRTs 15 e 4, para desburocratizar a juntada de documentos no PJe;

  11. Ampliação da Notificação Expressa (notificação de partes via sistema PJe);

  12. Arquivos provisórios e definitivos. Grupo de trabalho para atuar nas varas da capital e do interior, com o objetivo de sanear os processos;

  13. Apoio às ações da Corregedoria Regional, em especial no suporte ao e-Correição;

  14. Boas Práticas: apresentação e incentivo às melhores práticas desenvolvidas pelas unidades judiciárias e administrativas.

Fonte: Correio