Entre os novos nomes que o pagode baiano revelou nos últimos anos, O Poeta está, com certeza, figurando  nas listas dos shows mais populares da cidade. O Poeta é a assinatura artística de Jhon Ferreira, 26 anos, cujas músicas têm dominado festas e paredões. 

No último Salvador Fest,  por exemplo, ele fez um dos shows mais aguardados, que foi registrado em DVD e  está sendo encartado no CORREIO de hoje. Batizado de O Poeta Ao Vivo, o trabalho sai em com 35 mil cópias.

“Foi, com toda certeza, um divisor de águas na minha carreira, uma sensação inexplicável. Eu quase não dormi de tanta ansiedade e alegria”, lembra o artista. A última edição do Salvador Fest marcou a volta do Palco Pagodão, reforçando a ligação do evento com o gênero – que também aposta no sertanejo e no axé.

Para o cantor, espaços como esses que permitem a mistura de públicos são essenciais para o pagode: “O retorno de um palco que traz visibilidade para o nosso ritmo é muito importante. O pagode precisava dessa voz. É dessa forma que a gente vai chegando em outros lugares”, afirma. 

No repertório do DVD, destaque para os sucessos como Bunda no Paredão, canção que, para ele, é a que mais faz “todo mundo balançar”, Bolado e Puto, Ela Gosta do Preto e Viola do Mal, hit feito em parceria com Márcio Victor, vocalista do Psirico. “Tenho uma relação diferente com cada uma das músicas do repertório, mas todas fazem parte da minha história”. 

Sobre  Márcio, além considerar uma  referência musical, o Poeta afirma ser  um grande parceiro. Durante a gravação do show, diz,  prezou por ter os amigos por perto. Na seara referências, ele cita o trio que forma o Grande Encontro, com Leo Santana, Tony Salles e Xanddy, que são figuras que “levam o pagode baiano a outro nível”.
 

Confira o clipe da música Bunda no Paredão

Trajetória

Criado no bairro de Periperi, no Subúrbio Ferroviário, Jhon diz que gosta tanto de cantar quanto de compor. Suas letras, acredita, são representações de suas ideias e de histórias de quem se tornou fã das suas músicas.

 “Busco trazer sempre referência do que eu vivencio e do que meu público vive no dia a dia. Por isso que há essa identificação tão massa da galera comigo”, conta o músico que também busca referências na  música “gringa”, como chama o rap, acompanhado daquilo que lembrou como “vivência popular”.

Sobre o ‘personagem’ do poeta do pagode, para quem não conhece, vem da época em que ele comandava o vocal do grupo Chapa, no qual ficou dois anos. O apelido, diz, veio  principalmente pela criatividade e facilidade em escrever e “poetizar as faixas”. “Aí eu gostei do nome e, quando fui para carreira solo, pensei que poderia ficar com esse nome. Hoje sou O Poeta”, resume.

Ele conta que  gosta de ficar perto dos fãs. Seja nos shows espalhados pelos diferentes bairros de Salvador, principalmente os periféricos,  ou nos palcos das

O Poeta em show na Arena Fonte Nova este ano (Foto: Bonifácio)

grandes festas na cidade. Por isso, diz o artista, resolveu  gravar o DVD, apesar do crescimento de plataformas de música online. Para O Poeta,  um produto como esse se torna um presente para quem acompanha sua trajetória.

 “O momento mais marcante foi subir no palco e sentir a energia da galera, que tava ali, colada no palco”. Sobre os planos futuros,  o cantor aposta as fichas no próximo  Carnaval.  O Poeta não esconde a ansiedade e promete “chegar grandão e com muitas surpresas”. “Aguardem que O Poeta vai chegar diferenciado”, promete.

* Com orientação da editora Ana Cristina Pereira

Fonte: Correio