Manchas de óleo apareceram em três praias do município de Maraú, no Sul da Bahia, no final da manhã deste sábado (9). Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), foram atingidas as localidades de Cassange, Saquaíra e Algodões. No total, eles recolheram 16 toneladas de petróleo cru.

O superintendente do Ibama, Rodrigo Alves, contou que uma grande mancha foi localizada por servidores do órgão quando sobrevoavam a região, pela manhã. Eles retornaram para o solo, reuniu os servidores e avisaram aos outros órgãos responsáveis.

“Mobilizamos a prefeitura, a Marinha e conseguimos apoio de voluntários. Montamos um mutirão com cerca de 150 pessoas e quando o óleo chegou à praia recolhemos o material. Outras praias foram afetadas na Bahia, mas já fazem parte da lista de atingidas. A Península de Maraú é que foi novidade. Duas praias do Espírito Santo também registraram óleo. Um ontem e outra hoje”, disse.

Em nota, a Marinha informou que, neste sábado, foram encontrados e recolhidos pequenos fragmentos de óleo misturados com resquícios de algas e areia também na Ilha de Santa Bárbara, arquipélago de Abrolhos. 

Pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) fizeram novos testes e disseram que o petróleo que chegou ao litoral brasileiro veio de um navio fantasma. A informação vai de encontro ao que foi divulgado pela Marinha na semana passada, quando foi dito que o suspeito do crime é um navio petroleiro grego.

Petróleo
As primeiras manchas de óleo começaram a aparecer no litoral do Nordeste no final de agosto. Na Bahia, elas chegaram no início de outubro, pelo Litoral Norte, mas logo chegou também em Salvador, na Ilha de Itaparica, e continua descendo a costa. O desastre já foi registrado nas praias paradisíacas de Morro de São Paulo, Garapuá, Ilhéus, e até no Parque de Abrolhos.

A Marinha suspeita que um navio grego seja o responsável pelo derramamento do óleo que chegou à costa brasileira, mas isso ainda não foi provado. Pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) fizeram novos testes e disseram que o petróleo veio de um navio fantasma – e não por um petroleiro grego, como aponta o governo brasileiro.

Até o momento, o que se sabe é que o óleo foi produzido na Venezuela. A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) está auxiliando a Marinha e a Polícia Federal na investigação das causas do desastre.

Fonte: Correio