Uma mulher grávida contou que foi agredida durante uma viagem com um motorista por aplicativo. A vítima relatou aos investigadores do posto policial do Hospital Geral do Estado (HGE), para onde foi socorrida, que recebeu uma cotovelada na barriga e puxões de cabelo. A 99, plataforma por onde acontecia a corrida, expulsou o motorista.

Segundo a vítima, a confusão começou quando o motorista pegou um caminho diferente do que havia sido estabelecido pelo aplicativo. Na rota original a corrida custaria R$ 13,30, mas com o novo roteiro ela acabou dando R$ 20. A mulher contou que questionou ao motorista sobre ele ter mudado a rota, e ele não gostou.

Durante a discussão o motorista deu uma cotovelada na barriga dela e puxou os cabelos da jovem. Ainda segundo o relato da grávida, a agressão terminou apenas quando outro homem que passava pelo local interferiu e ajudou ela a sair do veículo. O homem pagou pela corrida e o motorista, identificado apenas como Klécio, seguiu no colbalt sem prestar assistência a vítima.

O caso aconteceu no bairro do Barbalho, em Salvador, na manhã desta segunda-feira (2). A mulher contou que estava preocupada porque a gestação é de alto risco. O estado de saúde dela não foi divulgado.

Em nota, a 99 informou que tomou conhecimento do caso e expulsou o motorista do aplicativo. A empresa disse também que mobilizou uma equipe para entrar em contato com a vítima e oferecer acolhimento e suporte necessários. A assessoria disse também que está disponível para colaborar com as investigações da polícia. 

“A empresa reitera que orienta e sensibiliza seus motoristas parceiros a atenderem passageiros com gentileza e respeito. A 99 tem tolerância zero a comportamentos como esse, que vão contra os Termos de Uso da Plataforma. Nesses casos, todas as medidas corretivas são adotadas, o que inclui o bloqueio definitivo do perfil do motorista”, diz a nota.

A empresa orienta passageiros e motoristas que tenham sofrido qualquer situação desse tipo a reportar imediatamente para a 99, por meio de seu App ou pelo telefone 0800-888-8999, para que medidas corretivas sejam adotadas.

Fonte: Correio