A gatinha Eve é, acima de tudo, portadora de um ‘invejável’ espírito revolucionário. Após ouvir a vida toda de que gatos não gostam de água, a bichana resolveu quebrar este paradigma, e mostrar ao mundo que, sim, os felinos conseguem superar esse medo e dar um “tchibum” quando os convém.

Determinada a provar o seu ponto de vista, a ardilosa esperou os donos irem dormir e, aproveitando que estava sozinha dentro da lavanderia de casa, resolveu colocar seu plano em ação. Com uma técnica ímpar, Eve abriu a torneira e deixou a água jorrar. 

Entretanto, após ter posto em prática sua estratégia, faltou coragem e a gatinha foi assistir a tudo em cima do muro (alô, Cazuza), ou melhor, da máquina de lavar, de onde pôde apreciar todo o estrago que causara.

Se na música a “Minha Pequena Eva” é salva e foge junto com seu amado durante o fim do mundo, neste caso, a ‘pequena Eve’ é a grande causadora do desastre.

Neste meio tempo, os australianos Amber, 22 anos, e Joe Fauser, 25, tutores da ferinha, dormiam tranquilamente no andar de cima e, só na manhã seguinte, foram descobrir o caos que acontecia no andar de baixo da casa.

Às 6h, Joe, que é guarda de segurança, acordou para trabalhar, desceu as escadas e deparou-se com a cena pós-apocalíptca. Imediatamente, o homem cruzou o rio formado em sua casa e foi até a lavanderia, onde encontrou Eve em cima da máquina de lavar, olhando para o chão, enquanto a torneira da lavanderia jorrava água com força.

Cena do ‘crime’, que precisou ser enxuta as pressas
(Foto: Reprodução)

“Meu marido e eu fomos para a cama por volta das 22h e colocamos Eve na lavanderia para dormir, como sempre fazemos”, lembrou a jovem estudante Amber em entrevista ao Daily Mail.

Desesperados para consertar os caóticos efeitos colaterais​, o casal – que mora em Adelaide, na Austrália – tirou o dia de folga do trabalho e contratou uma equipe de serviços de emergências contra inundações para secar o imóvel. As oitos horas em que a toneira permaneceu aberta deixaram um grande prejuízo.

“A equipe que restaurou nossa casa disse que havia entre US$ 30 e US$ 40 mil em danos”, lamentou Amber.

Ela relatou que o casal precisou custear a secagem da casa, substituição de carpetes e de todo o piso de madeira, além das contas de eletricidade, que dispararam por terem que manter secadores funcionando, ininterruptamente, por sete dias.

“Nós nos mudamos para nossa nova casa tem apenas três meses”, disse a estudante.

Entretanto, agora já cientes do potencial destrutivo de sua bichana, os jovens instalaram grades de segurança, geralmente usadas para crianças, e não deixam Eve entrar na lavanderia. “Compramos para ela um recinto ao ar livre com acesso à garagem e só a deixamos vagar pela casa quando alguém está acordado”, relatou.

Fonte: Correio