Novos sonhos, projetos, e por que não, novos negócios? A Bahia fechou o ano passado  com 510 mil registros no estado de microempreendedores individuais (MEIs). No topo do ranking está o comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios, somando até o momento 41,4 mil profissionais autônomos. 

Os dados forma levantados pelo Serviço de Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-BA), que destacou 20 negócios para 2020 em cima destas tendências de mercado. O estudo feito com exclusividade para o CORREIO, leva em consideração o acumulado das atividades e traça um panorama com segmentos mais procurados, como explica a gerente da Unidade de Gestão Estratégica do Sebrae Bahia, Isabel Ribeiro. 

“Alguns nichos têm se destacado como promissores, a exemplo de gastronomia, alimentação fora do lar, estética, saúde e bem-estar, desenvolvimento de aplicativos, turismo e entretenimento, educação e ensino profissionalizante, manutenção e reformas (de maneira geral)”, exemplifica.

De acordo com a especialista, antes de tirar o sonho de empreender do papel é preciso avaliar o nível de identificação deste empreendedor com o negócio que pretende montar.

“Vale questionar: como qual nicho o investidor mais se identifica? Possui um conhecimento mínimo sobre a operação? Possui as habilidades mínimas necessárias ou estaria disposto a desenvolvê-las? Caso precise obter conhecimentos específicos desenvolver habilidades, sabe como e onde buscar apoio para obter e desenvolver?”.
 
Isabel destaca também, a importância de estudar bem estas tendências no olhar de longo prazo. “Apesar de estarmos vivenciando uma época de aceleradas mudanças nos hábitos dos consumidores, provocadas, sobretudo, pelas tecnologias digitais, não foque só no imediatismo, mas em uma empresa que vai nascer para durar”, pontua. 

Mais dicas

Uma vez identificado o nicho, a recomendação é fazer uma análise de tendência do mercado onde o segmento está inserido. Tudo isso vai ajudar bastante a montar um plano de negócio consistente. “É aí que entram questões como expansão, manutenção, declínio, saturação. Em seguida informações mínimas sobre as características e peculiaridades, sazonalidade, concorrência, ciclo de vida do produto”.

Outra orientação para minimizar os riscos é ter bem definido quanto custa colocar esta ideia em prática: “É imprescindível realizar um estudo de viabilidade econômica e financeira com o tempo de retorno do capital”, completa. 

RELATO: ‘BONS DRINK’S

Sócios do  Pitaya Drink Bar Gustavo Fraga, Jeff Beltrão e Puã Irundy apostaram em uma drinkeria com criações e releituras de drinks a base da fruta ‘queridinha do momento’

(Foto: Divulgação)

Jeff Beltrão, um dos sócios do Pitaya Drink Bar   A Pitaya é conhecida como Dama da Noite, por sempre florescer no período noturno. Além disso, é um fruto rústico e ao mesmo tempo delicado com uma coloração impar, o que traduz um pouco do nosso negócio. Estamos em um jardim a céu aberto, com drinks e entradinhas requintadas que são pensadas em cada detalhe, tanto no preparo como na apresentação. Foi daí que surgiu a ideia de apostar neste mercado de bares especializados em drinks também em Salvador. A tendência deste tipo de negócio é muito forte no eixo Rio/ São Paulo.  Inauguramos a drinkeria em novembro. No primeiro mês, vendíamos em média 250 drinks por semana. Hoje vendemos aproximadamente cinco vezes mais durante o mesmo período. O nosso espaço comporta pouco mais de 80 pessoas sentadas. Atualmente, temos um giro de aproximadamente 950 pessoas por semana, também cinco vezes maior do que foi no primeiro mês. A carência de drinkerias em Salvador foi decisiva para tirarmos o projeto do papel. Percebemos que existia uma lacuna a ser preenchida na cidade e decidimos fazer essa aposta trazendo um projeto novo.  Vejo que o nosso principal desafio tem sido disseminar e inserir o hábito de beber um drink na rotina do baiano, já que a  cultura da coquetelaria em Salvador é ainda muito embrionária. O segredo é ter uma boa ideia, que  já é um ótimo ponto de partida. Então é preciso alinhar a ideia a um bom planejamento e não temer o trabalho. Todo projeto novo exige muita dedicação. 

20 NEGÓCIOS PARA 2020 

1. Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (41.455 registros)

2. Cabeleireiros (34.885 registros)

3. Fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para consumo domiciliar (14.026 registros)

4. Serviços ambulantes de alimentação (13.784 registros)

5. Promoção de vendas (13.954 registros)

6. Comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal  (13.003 registros)

7. Restaurantes e similares (9.040 registros)

8. Serviço de táxi (7.962 registros)

9. Outras atividades de tratamento de beleza (7.575 registros)

10. Transporte escolar (5.980 registros)

11. Serviços de organização de feiras, congressos, exposições e festas (6.909 registros)

12. Outras atividades de ensino  (6.557 registros)

13. Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, municipal (4.868 registros)

14. Transporte rodoviário coletivo de passageiros, sob regime de fretamento, municipal  (4.787 registros)

15. Reparação e manutenção de computadores e de equipamentos periféricos (4.649 registros)

16. Comércio varejista de outros produtos (4.529 registros)

17. Serviços domésticos (4.499 registros)

18. Comércio varejista de animais vivos e de artigos e alimentos para animais de estimação (3.064 registros)

19. Serviços de entrega rápida (3.442 registros)

20. Comércio varejista de suvenires, bijuterias e artesanatos  (2.906 registros)

Fonte: Sebrae-BA
 

Fonte: Correio