A Santa Casa da Bahia já possui pesquisa, internato médico e residência. Agora, a instituição lança a Faculdade Santa Casa. Os cursos de Fisioterapia, Enfermagem e Psicologia começam as aulas no segundo semestre de 2020. Já as atualizações em cuidados paliativos e em gestão para profissionais de saúde e as sete pós-graduações ofertadas iniciam seus cursos ainda na primeira metade do ano.

A faculdade é a única entre as particulares da área de saúde da Bahia que é vinculada a um hospital próprio, o Santa Izabel. O local vai receber os estágios e as práticas da faculdade. Localizado na Pupileira, em Nazaré, a instituição fica no prédio Juracy Magalhães. O campus Pupileira possui 8 salas de aula, biblioteca com sala de estudos, laboratórios de Enfermagem, Anatomia, Fisioterapia e outro Multidisciplinar.

Serão 50 vagas semestrais por curso, com ingresso via vestibular e com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As inscrições serão abertas amanhã, e o vestibular deve ocorrer em abril. Ainda não se sabe quantas vagas serão destinadas para cada modo de ingresso.

“A ideia é a composição de turmas entre 40 e 50 alunos por semestre, por curso. A gente acredita muito no modelo de salas um pouco menores com maior contato com o professor e mais experiência prática, o que entendemos que é fundamental na nossa proposta de valor”, afirmou o gestor da Faculdade Santa Casa, Caio Andrade.

Todos os cursos são presenciais. Quem desejar cursar Enfermagem deverá desembolsar R$ 1.518,67 por mês durante os 5 anos da graduação. Já a mensalidade de Psicologia é de R$ 1.600, com 5 anos de duração. O investimento mensal na graduação em Fisioterapia, que dura 4 anos e meio, é de R$ 1.475.

A primeira turma da graduação ainda não vai aceitar programas governamentais que concedem financiamento ou bolsas, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e Programa Universidade para Todos (Prouni), mas 20% de cada turma vai ser composta por bolsistas, informou o provedor da Santa Casa, José Antônio Alves.

Os três cursos foram escolhidas com base nas demandas das instituições da Santa Casa. Outros cursos da área de saúde também podem ser ofertados pela faculdade. Um dos mais procurados do Brasil, a graduação em medicina, ainda não funciona na instituição devido à suspensão da abertura de novos cursos para formação de médicos pelo MEC.

Os profissionais graduados já podem se inscrever na pós-graduação e na atualização ofertadas pela faculdade. As inscrições ficam abertas até o 7 de março e as aulas começam em abril. As atualizações em Gestão para Profissionais de Saúde e em Cuidados Paliativos custam R$ 4.800 e R$ 4.080 respectivamente. Ambos os cursos são presenciais e possuem 5 meses de duração.

Ainda são ofertadas sete pós-graduações nas áreas de enfermagem, fisioterapia, psicologia e nutrição. São elas: Especialização em Enfermagem em Terapia Intensiva, Especialização em Enfermagem em Urgência e Emergência, Especialização em Fisioterapia em Postura e Dor, Especialização em Fisioterapia Hospitalar com Ênfase em Unidades de Alta Complexidade Adulto, Especialização em Fisioterapia Oncológica, Especialização em Psicologia Hospitalar; e Nutrição Clínica e Terapia Nutricional. A duração dos cursos de pós-graduação varia entre 14 e 18 meses, com mensalidades que flutuam entre R$ 9.750 e R$ 11.475.

O corpo docente da instituição é composto por especialistas, mestres e doutores com vasta experiência profissional no atendimento à saúde e carga horária diferenciada. Além do Hospital Santa Izabel, o Hospital Municipal de Salvador, outras unidades de assistência da Santa Casa e o Instituto de Ensino e Simulação em Saúde (INESS) são unidades de referência para o aprendizado da Faculdade Santa Casa.

A instituição tem uma grande preocupação com a união do conhecimento teórico com a atuação prática, o que é um dos grandes diferenciais da instituição recém-lançada, de acordo com o diretor acadêmico da faculdade, Tarcisio Matos de Andrade.

“É extremamente importante o indivíduo vivenciar as atividades práticas. Assim, o estudante aprende como fazer efetivamente, não apenas com aulas em laboratórios ou simulações. É preciso conviver com o paciente, é preciso conviver nas comunidades, é preciso aprender a fazer prevenção e isso não se aprende só em sala de aula”, afirma Andrade.

O diretor ainda ressaltou o papel do deslocamento do foco na doença para o foco no paciente e da preocupação com o profissional de saúde na formação do trabalhador. “Existe um nível de adoecimento significativo dos profissionais de saúde. O propósito da faculdade é fazer frente a essa realidade e levar para o aluno desde o primeiro momento a importância de se cuidar”, diz. “O doente tem as suas peculiaridades e levar em conta esses aspectos é extremamente relevante, o que é uma proposta da faculdade”, completou.

*Com orienteção da editora Mariana Rios

Fonte: Correio