O encanto da torcida do Bahia – ou pelo menos de parte dela – com o trabalho do técnico Roger Machado chegou ao fim durante o Ba-Vi deste sábado (8), que terminou com vitória rubro-negra por 2×0, pela Copa do Nordeste.

Aos 38 minutos do segundo tempo, quando o Leão já vencia com gols de Thiago Carleto e Vico, ouviram-se gritos de “Adeus, Roger” ecoando das arquibancadas da Fonte Nova, que teve torcida única tricolor.

Após a partida, Roger falou do assunto na entrevista coletiva. “Não tem problema nenhum vaiar o treinador. (…) Eu entendo o torcedor, já fui torcedor também. Quando as coisas não acontecem como a gente deseja dentro do campo, a gente quer a saída do treinador. Mas na minha opinião o trabalho está sendo bem feito”, afirmou o comandante, que está no clube desde abril do ano passado.

A presença do presidente Guilherme Bellintani e do diretor de futebol Diego Cerri na sala de imprensa ao lado de Roger gerou uma expectativa inicial sobre possível troca no cargo, mas não foi o que aconteceu.

Bellintani explicou sua presença: “Sempre nos momentos difíceis, e que a gente entende que o presidente tem que falar, se pronunciar e mostrar a cara, em todos esses momentos eu tenho aparecido aqui nessa sala com o objetivo justamente de dar a palavra de quem lidera todo o projeto do Esporte Clube Bahia, que sou eu. Não tem nenhum movimento diferente do que tem sempre que eu entendo que os momentos são difíceis e eu preciso falar para a torcida. Nos momentos ruins eu me cobro de aparecer mais”, afirmou. 

O dirigente detalhou um pouco mais a situação: “A história deste ano se aproxima do começo do ano passado, que é de derrotas para times com um nível de competitividade teórico abaixo do que é o nosso. E a gente já começa a falar e ouvir em troca de treinador da torcida. É natural, a torcida está muito chateada e a gente deve desculpas mesmo, não tem jeito. Agora como é que a gente analisa isso: quais são as melhores decisões que a gente tem que tomar para que o clube vá bem na sequência do ano? Se a gente em algum momento entender que falta jogador, que o trabalho do treinador não está atendendo na medida do que a gente entende como correto ou que o clube não está dando estrutura plena para os atletas ou que tem outros elementos que estão atrapalhando o caminhar desses objetivos, a gente vai mudando”.

De volta a Roger, o treinador não quis aprofundar a análise nas atuações individuais dos atletas, apesar de ter concordado que o goleiro Douglas não tem jogado bem nas últimas partidas – falhou contra o River e no Ba-Vi.

“Foi um resultado ruim, somado à eliminação da Copa do Brasil, que gera esse desgaste. Tentar assimilar o mais rápido possível. (…) Não gostaria de personalizar em ninguém a derrota e a desclassificação da Copa do Brasil. Quando se perde, todos perdemos. Minha a responsabilidade é proteger e blindar os atletas, porque eles trabalham duro, porém, às vezes as coisas não acontecem como a gente deseja”.

O Bahia volta a campo quarta-feira (12) e em jogo decisivo contra o Nacional do Paraguai, às 21h30, na Fonte Nova. É a estreia na Copa Sul-Americana. A partida de volta será no dia 26, em Assunção.

Fonte: Correio