Um grupo de torcedores espalhou camisas do Flamengo em vários pontos do Rio de Janeiro em homenagens aos dez meninos que morreram no incêndio de grandes proporções no Ninho do Urubu. A tragédia completa um ano neste sábado (8).

O ato foi realizado pelo “Flamengo da Gente”. O grupo colocou um varal com 10 camisas, cada uma com o nome de uma vítima, perto de lugares simbólicos do Rio, como a sede do Flamengo, o Ministério Público, o Maracanã e a 42ª Delegacia, no Recreio, responsável pela investigação do caso.

O grupo, composto por conselheiros, sócios e torcedores do Flamengo, busca preservar a memória dos jovens mortos nos contêineres que foram consumidos pelo fogo. Também cobra o clube por celeridade na negociação pela indenização às famílias e pressiona as autoridades por punição aos responsáveis.

Camisas com os nomes das vítimas em frente ao Maracanã (Foto: Twitter/ Flamengo da Gente)

Aberto em fevereiro do ano passado, o inquérito que apura as causas e os culpados pelo incêndio foi concluído pela Polícia Civil do Rio e remetido ao Ministério Público do Estado nessa sexta-feira (7). Foram mantidos os oito indiciamentos apontados ainda em junho. Entre os indiciados está Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo.

Quanto às indenizações, o Flamengo fechou acordou com os familiares de Áthila Paixão, Gedson dos Santos e Vitor Isaías, além do pai de Rykelmo Viana – a mãe do menino, Rosana Souza, que é divorciada do pai, entrou na Justiça contra o clube.

Homenagem
Essa é mais uma das homenagens às vítimas. Flamenguistas grafitaram um muro em frente ao Maracanã, estádio em que todos aqueles jovens atletas sonhavam em um dia atuar. A obra, idealizada pelo artista Airá Ocrespo e executada por um grupo de 30 torcedores, deve ser concluída neste sábado.

Do lado do Flamengo, o presidente Rodolfo Landim afirmou que o clube vai construir um memorial no Ninho do Urubu em homenagem aos dez meninos. Também haverá ações na partida deste sábado, contra o Madureira, às 18 horas, no Maracanã, pela 6ª rodada do Campeonato Carioca.

Fonte: Correio