“Sem cordas, mas recheado de amor e paz”. Foi assim que os irmãos Uelder e Wendel Costa definiram a abertura do Carnaval, ontem, no circuito Campo Grande. A dupla é fã de Léo Santana e acompanha o cantor desde que ele era vocalista do Parangolé. “Normalmente, a pipoca de Léo não tem confusão. É o que eu chamo de uma ‘putaria’ boa”, explicou Wendel. 

Por volta das 19h, Léo foi o responsável por puxar o primeiro trio da noite no circuito. “Essa energia só existe uma vez por ano e eu fico muito ansioso para sentir isso que só existe no Carnaval”, disse o cantor, antes de subir no trio.

Quando subiu, Léo estava vestido de uma fantasia com traços cibernéticos batizada de A Força da Alegria, para estimular a diversão dos foliões pipoca e iniciar os trabalhos do pagodão.

A festa continuou com a antiga banda de Léo, o Parangolé, hoje comandada pelo cantor Tony Salles. A banda estava programada para sair apenas às 23h30, mas foi providencialmente antecipada: ficou entre Léo e Márcio Victor. Juntos, os artistas formam a “tríplice pagodeira”, responsáveis por fazer a pipoca descer até o chão com a swingueira.       

“Eu tô muito feliz. Esse ano, o Campo Grande tem atrações de peso. E está muito cheio”, disse Márcio Victor, antes de subir no trio para comandar a pagodeira. O artista ainda destacou a importância do investimento no pagode para o Carnaval soteropolitano.

“Ter três cantores de pagode iniciando o Carnaval aqui é algo de um valor muito grande. É uma conquista! Desde 2004, eu lutava para o pagode ter esse reconhecimento. Hoje, tem cantor de pagode com camarote. Esse é o caso de Léo Santana e mostra que somos importantes para o Carnaval”, completou.   

Quem também estava feliz era a ambulante Deise Ferreira, 26. Ela trabalha no Carnaval desde os 15, ajudando o pai, que faleceu há quatro anos. “Eu passei um tempo afastada, mas agora estou voltando. É uma forma de curtir também”, disse Deise, que garantiu que venderia sua mercadoria acompanhando o trio de Márcio Victor, de quem é fã, até o final do percurso. “Os foliões respeitam os ambulantes, o que ajuda”, afirmou.

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*Com supervisão da subeditora clarissa pacheco

Fonte: Correio