Estado vê aulas remotas como alternativas pra cumprir calendário escolar em 2020

A Secretaria de Estado de Educação (SEE) aguarda a publicação de uma resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) para saber se as aulas remotas da rede estadual, previstas para começarem no dia 11 de maio, poderão ou não ser consideradas como horas aulas dentro do calendário letivo de 2020.

O governo federal publicou, no dia 1º de abril, a Medida Provisória 934/2020, que dispensa as escolas de educação básica e as instituições de ensino superior do cumprimento mínimo de 200 dias letivos anuais previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação.

Apesar da dispensa, o cumprimento das 800 horas aulas no ano letivo está mantido, ou seja, cada escola terá que ajustar o tempo de estudo, possivelmente, por um período de tempo maior diariamente, ou usar sábados, feriados ou mesmo, o mês de dezembro.

A secretária de Estado de Educação, Julia Sant’Anna, espera que essas horas remotas sejam consideradas. “Essa é grande pergunta que vem  nos preocupando. Temos aguardado essa resolução complementar do Conselho Nacional de Educação, que vai definir melhor esses procedimento, quais atividades remotas que serão consideradas para esse cumprimento das horas. Quanto antes começarmos a restabelecer essas atividades de forma remota, agora, menos oneroso fica, tanto para os alunos, quanto para os professores, porque não vai haver acúmulo”, destacou a secretária, em entrevista à rádio Super 91,FM, nesta quinta-feira (16).

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A SEE confirmou o retorno remoto das aulas estaduais nessa quarta-feira, o que compreende 1,7 milhões de alunos. O plano de estudo, que será distribuído aos estudantes, trará atividades que já podem ser consideradas no calendário letivo.

“Todo esse movimento para a retomada das atividades está em consonância com outros Estados, que já estão fazendo antes da gente. Estamos fazendo de forma muito tranquila, com as metodologias que estão sendo usadas, para não fazer nada que não possa ser considerado como hora letiva”, reforçou a secretária.

O modelo de aulas remotas inclui três vertentes. São elas:

– Plano de Estudo Tutorado (PET): apostila mensal de orientação de estudo e atividades por ano de escolaridade baseados no Currículo Referência de Minas Gerais (CRMG)/Base Nacional Comum Curricular  (BNCC). Distribuição prioritária por meios virtuais (site, e-mail, WhatsApp etc).

– Programa “Se Liga na Educação”: transmissão pela Rede Minas, nos dias úteis pela manhã, de conteúdos em que os estudantes apresentam maiores dificuldades, além de uma hora ao vivo para interação com professores no estúdio. Alcance é de cerca de 1 milhão de alunos. Também será transmitido no YouTube.

– Sites e redes sociais da SEE: acesso aos PETs, a programação do “Se Liga na Educação”, guia prático e perguntas e respostas para uso de todas as ferramentas disponibilizadas em diferentes versões para alunos, professores e diretores.

Fonte: Agencia Brasil