'É assustador', diz Ana Maria Braga sobre luta contra câncer durante pandemia

De volta às manhãs da Globo, dessa vez fazendo uma participação fixa no pograma Encontro com Fátima Bernardes, a apresentadora Ana Maria Braga, 71 anos, comentou sobre a sua luta contra o câncer de pulmão em meio à pandemia do novo coronavírus.

“Eu estou na fase de pessoas que estão mais preocupadas, porque já passei dos 60 anos, e esse vírus ataca mais pessoas de mais idade. Obviamente isso passa pela cabeça da gente. Mas encarei esse tratamento [contra o câncer] de forma positiva, além de me proteger”, disse Ana Maria durante o programa desta segunda-feira (20). 

Apesar disso, a apresentadora revelou o quanto é difícil lidar com a preocupação exigida pelo momento. “De vez em quando de noite e falo: ‘Obrigada, consegui me proteger’. É assustador, não adianta negar. Eu tenho risco duplo, tenho um câncer de pulmão, onde esse vírus ataca. Acho que tem que ter cuidado redobrado”, completou.

Com participações diárias pelo telão do programa, Ana Maria vai relembrar receitas práticas do Mais Você, que segue fora ar e sem previsão para retornar. 

Em sua primeira participação, Ana Maria também contou que continua fazendo tratamentos e sessões de quimioterapia e imunoterapia. “Acho que eu tenho um privilégio. Eu não tive queda de cabelo, já fiz a quarta imuno e quimio, está fazendo 21 dias da última quimio. Tenho retorno essa semana pra saber se já foi tudo embora.”

Segundo ela, a religião também a tem ajudado a passar por esse momento difícil. “Fé é um acalanto. Quando você tem fé, parece que dá uma energia a mais, tem alguém ali com você. Você acreditando, todas as suas células acreditam junto e saem pra briga.”

“Tive um anjo na minha vida. Eu poderia estar até hoje sem saber que estava com um problema no pulmão. Bill, meu companheiro hoje, me cobra muito e comecei a fazer ginástica. Ele dizia para eu parar de fumar e que eu precisava fazer alguns exames. Ele tanto insistiu que marquei uma consulta. Fiz uma tomografia e quando eu saí disseram que acharam uma coisa pequena, um início de um tumor cancerígeno. […] É um risco que toda pessoa que fuma tem”, contou.

Fonte: Correio