Ministério explica que balanço 'diário' de mortes é soma de períodos maiores

Em coletiva de imprensa, o novo ministro da Saúde, Nelson Teich, admitiu o agravamento da pandemia do novo coronavírus no Brasil, mas encarou com normalidade o número “recorde” de novas mortes (474) provocadas pela Covid-19 no Brasil registrado nesta terça-feira (28). O que, segundo  ele, se refere na verdade há um acúmulo de óbitos em dias anteriores e confirmados só agora.

“O que tem que ficar claro é um número que vem crescendo. Alguns dias atrás eu coloquei que isso poderia ser um acúmulo de casos de dias anteriores, que foi simplesmente resgatado, mas como a gente tem uma manutenção desses números elevados e crescentes, a gente tem que abordar isso como um problema, com uma curva que vem crescendo, com o agravamento da situação”, justificou Teich.

Números explicados

O secretário de vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, que permanece no cargo mesmo após a saída do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, disse que, na verdade, parte dos 474 óbitos divulgados nesta terça-feira se referem a mortes acumuladas de dias anteriores e só confirmadas agora.

“Dessas 474 mortes confirmadas pelo governo de ontem para hoje, 146 foram registradas nos últimos três dias — 8 hoje, 41 ontem e 97 no domingo. Esses 474 são óbitos recentes, mas boa parte de investigações que já foram concluídas e atualizadas”, explicou.

Mudança de postura

Sem a presença física dos jornalistas, que enviaram perguntas por meio de um grupo de WhatsApp para o ministério, a coletiva foi encerrada com o secretário de vigilância em Saúde do ministério que, claramente, se viu obrigado a mudar sua postura com a chegada de Nelson Teich.

“É importante que todos reforcem as medidas de prevenção. Lavar as mãos com frequência, cobrir a boca ao tossir e espirrar, e, se ficar doente, não ir trabalhar e também o uso das máscaras porque agora nós estamos no momento de maior intensidade do vírus”, finalizou Oliveira, sem citar a necessidade de se manter o isolamento social nas cidades, medida tão propagada pelo ex-ministro Mandetta. 

Fonte: Agencia Brasil