Polícia identifica mais dois membros de quadrilha acusada de matar de PM em Luís Anselmo

(Foto: Reprodução)

A Polícia Civil identificou mais dois homens envolvidos na morte do policial militar Fábio Silva de Assis, 39 anos. Ele foi baleado durante um latrocínio – roubo seguido de morte – na noite da última quinta-feira (23), num mercadinho, no bairro de Luís Anselmo, em Salvador. Segundo a Polícia Militar, Fábio foi o quarto policial militar assassinado este ano. Em 2019 foram oito. Já em 2018, 16 PMs foram mortos.

Um deles se apresentou com advogado, mas, como a prisão temporária não havia sido decretada, foi ouvido e liberado dois dias após o crime.  “No interrogatório, ele confessou participação”, disse o delegado Odair Carneiro, da Delegacia de Crimes Múltiplos, unidade do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) que também apura morte de policiais.

Odair contou que o interrogado era responsável pela retaguarda.

“Ele ficava mais afastado. Se visse alguma coisa de errado, avisaria aos comparsas, neste caso três: dois que entraram para fazer o assalto no mercadinho e outro que estava num carro, o motorista da quadrilha”, explicou o delegado.

O outro suspeito identificado é o homem que aparece nas imagens da câmera do mercadinho lutando com o policial, que é baleado por outro integrante da quadrilha. “Todos já tiveram as prisões temporárias solicitas logo após a morte do PM”, disse o delegado. 

Prisões 
Outros dois suspeitos de envolvimento no latrocínio do PM já estão presos, inclusive o autor do disparo. Um homem, de 33 anos, teve o mandado de prisão temporária cumprido nesta terça-feira (28), quando se apresentou com o advogado no DHPP. “Ele também confessou o crime. Disse que atirou porque viu a arma da vítima. O depoimento dele coincidiu com os demais envolvidos que foram interrogados nessa unidade”, disse Odair. 

Horas depois  do assassinato do soldado Fábio, a PM prendeu o motorista da quadrilha. O acusado estava com drogas em um hotel em Periperi, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. Fábio estava há oitos anos na corporação e sempre trabalhou na 58ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Cosme de Farias/Brotas). 

Segundo o major Jailson Damasceno, comandante da 58ª CIPM, uma equipe da Operação Gêmeos recebeu a denúncia do local onde estava escondido o homem que alugou o veículo utilizado no delito. Logo em seguida, os militares se deslocaram até um hotel, no bairro de Periperi, e flagraram o suspeito, que, no momento da prisão, estava acompanhado de uma mulher, que foi ouvida e liberada.

Fonte: Correio